Tudo mentira

Ontem foi um dia bem cheio, daqueles que eu adoro. Tinha tantas coisas para fazer que não conseguia executar nem a primeira tarefa da lista; com a cabeça a mil, é muito muito muito difícil priorizar. Sou um terror com prioridades.

Lá pelas 4 da manhã, pós show da Martin’alia,  com mais uma insônia daquelas de dar inveja a qualquer terapeuta, me dei conta que tudo na arte tem a ver com amor. Livros, filmes, músicas – essas principalmente – são sobre amor. E aquele papo de que e vida imita a arte poderia ser bem verdade, mas não é.

Finais felizes e coisa e tal, homens que se dão conta antes do final do dia que fizeram uma cagada homérica e vem correndo – e arrependidos – para o braço da mulher amada não existem. No way. A vida real tá mais pra get over it, do que nunca. Se deu errado, é porque não era pra ser, conversar sobre as brigas, resolver as diferenças, não pisar mais no calo alheio… Tudo coisa para seres irracionais: com tanta gente no mundo, pra que correr atrás de uma pessoa só?

Vamos combinar que é cansativo, sem tesão e nos dá uma sensação de infelicidade que não queremos sentir.

De um dos amores mais sinceros que eu tive ouvi a triste realidade, “a vida não é como nos filmes”, e de fato, não é.

Comédia romântica só na seção da tarde. A nossa comédia, querida amiga Laila, é dramática.

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