Too busy to stop.

Sempre achei que havia vivido o extremo da ocupação por inúmeras vezes, mas não. De superação em superação os meus dias tem aparentado ter 72 horas intermináveis, excruciantes e altamente maravilhosas; uma deliciosa contradição. Por alguns minutos diários, na minha autoanálise, tenho raiva das minhas escolhas passadas, olho pra minha vida como ela é e sinto um sentimento enorme de fracasso que quase beira o desespero, que passa, claro. Daí acho tudo muito sensacional, muito animador, amo estar exatamente onde estou, do jeito que estou, com as pessoas que estou, tudo, enfim, parece perfeito. Mas é claro que não é.

Almoçar e jantar anda sendo luxo, apesar de dormir até tarde ter se tornado obrigatoriamente uma rotina. Penso tanto durante as 4 horas em trânsito Santos – São Paulo que me fadigo antes mesmo de chegar de um ponto a outro, tenho vontade de começar a escrever inúmeros posts pro blog sem pé nem cabeça, sei lá, um desejo jornalístico bizarro de verbalizar.

Sinto-me burra, sinto-me pobre, sinto-me fraca, sinto-me impotente e sem talento. E as dificuldades, minhas limitações, meus sentimento de velhice, as costas, a cabeça e a vista que insistem em me lembrar quão humana eu sou, as olheiras e a dor nos joelhos, os pés inchados, a garganta caóticamente dolorida, a vontade de desistir.

Incrível como eu penso em desistir.

Preciso ajeitar algumas coisas poucas pra que a minha vida se torne um pouco mais confortável, preciso de tempo ocioso pra jogar conversa fora com as minhas amigas tão queridas que me apoiaram até eu chegar aonde  estou agora e preciso muito parar de precisar coisas o tempo todo, queria simplesmente viver, sentir, curtir… Respirar o ar gelado da serra e parar um pouco de girar sem parar. Mas ando muito ocupada pra parar.

Será que um dia eu estarei satisfeita?

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3 Comentários

  1. Vai, com certeza. Tenho aprendido que a vida é feita de escolhas, muitas nem sempre lógicas ou certas logo de cara, mas quando se segue o coração, como vc está fazendo, a luz no final do túnel se acende.

    E as conversas voltarão a acontecer. =D

    Bjos

  2. “tenho vontade de começar a escrever inúmeros posts pro blog sem pé nem cabeça, sei lá, um desejo jornalístico bizarro de verbalizar.”

    (É por isso que eu ando com um bloquinho e uma caneta pra onde for. Uma vez jornalista, jornalista pra sempre!)

    Paixões podem acontecer virtualmente. Casamentos podem acontecer virtualmente. Se as pessoas até fazem sexo virtualmente, por que não podemos também conversar virtualmente quando a saudade apertar???

    Te amo!

  3. Vai nada, só evoluímos na vida pela nossa insatisfação…
    mas há épocas que ficamos mais calminhos kkk
    bjocas e saudadesss mostro

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