mais que isso.

NÃO QUERO MAIS SABER DE BULLYING.

A culpa de atrocidades acontecerem o tempo inteiro de nada tem a ver com jogos de vídeo game violentos, com o consumo excessivo de açucar ou com o abuso xis, ipisilon ou zê da infância. CHEGA DE DESCULPAS.

Somos todos podres mesmo e destruidores natos; apenas somos educados (o suficiente ou não) para controlar isso.

O bullying sempre existiu, não é novidade. É apenas uma palavra sofisticada para designar aquilo que seu bisavó já sabia que havia no mundo. É como dizer que  inventei um novo tipo de fruta, a maçã roxa. Ela não deixa de ser maçã, ela apenas tem uma nova cor. E a cor que justifica os desequilíbrios psicológicos das pessoas  no momento é o tal do Bullying, a raiz de todo mal, o novo Satanás que está dentro das crianças e dos adolescentes provocando depressão, justificando tiroteios e outras cositas más.

Hora de parar com isso.

Que atire a primeira pedra quem nunca foi ridicularizado na escola. Quem nunca fez piada de gordo, preto, português, pobre ou de um super nerd anti-social. Que atire a segunda pedra que nunca já esteve em um desses clichês durante um tempão, ou que ainda está nele e não se tornou uma pessoa ruim, e, aliás, nem liga pra isso. A sociedade é cruel, somos todos cruéis. E daí? Vai deixar de existir gente ruim? Pobreza? Violência? Insultos gratuitos? NÃO. Não vai. É certo? Claro que não! Mas é natural. Assim como outras tantas coisas ruins que acontecem no mundo…

Essa coisa de querer justificar todo e qualquer ato de desequilíbrio por meio do bullying é querer  discutir o sexo dos anjos, querer explicar o por que das pessoas agirem de um modo completamente chocante e irracional vez ou outra. As pessoas sempre terão seus extremos e devaneios, sempre haverá um comportamento de desequilibrio para definirmos aquilo que é equilibrado.

Antes, casar aos 12 anos era normal. Ter 3 filhos aos 15, coisa de mulher de família. Hoje, é absurdo. Aliás, quantas coisas banais foram se tornando absurdas e quantas coisas absurdas foram se tornando banais ao longo dos anos? Pense aí.Você hoje pode ter seu carro sem nem ter um emprego. Pode falar com pessoas que nunca conheceu, de outra cidade ou país. É mulher, vota, sai às 2 da manhã e volta às 5 sem trabalhar em bordel. Aliás, até a palavra bordel caiu em desuso. Quando o mundo achou que ia estar onde está?

A questão é que com as liberdades e mudanças mudam-se também as neuroses.

Sempre haverá aquele que vai matar a mãe, o pai, a avó e o cachorro sem ter nenhuma gota de remorso. Sempre terá um pra dizer que chutar mendigo e queimar animais é normal. Lutamos, diariamente, contra nossos instintos primitivos, brutais, uns mais, outros menos. Uns mais racionais outros menos. Bem que a gente gostaria que todo mundo fosse perfeito e incorruptível, mas num é assim. Somos seres diferentes de uma mesma categoria e nem todo aquele que é perturbado desde a infância por violência doméstica, por falta de dinheiro, por tráfico, drogas ou bullying é psicopata. É claro que tudo influência, principalmente a sua essência, aquilo que você É e não tem como deixar de ser. Quanta gente aí comeu o pão que o diabo amassou e deu a volta por cima? Sofreu na infância, na adolescência e nem por isso é revoltado ou planeja vinganças de uma mágoa assustadoramente doentia que ficou lá, em algum lugar do peito ou da mente, adormecida?

O que acontece no mundo é culpa de todo mundo; e culpa de ninguém ao mesmo tempo.

Não há como saber do que somos capazes, nem o por que. Já matamos judeus, já exterminamos meninas porque estas não carregavam consigo a linhagem familiar, já fizemos sacrifícios animais porque achávamos certo e até justificamos todas as barbáries na fé, no amor puro, ou em outras tantas coisas boas que jamais deveriam trazer nenhuma dessas consequências tenebrosas que a gente vê.

Somos capazes de tudo e, pior, sem motivo algum. A diferença é que fingimos ser perfeitamente normais o tempo inteiro você acredite, ou não.

E se as pessoas querem dizer que tudo é culpa do Bullying, que seja. O que falta no mundo, de um modo geral, é mais respeito.

*****

O menino da imagem é Casey Heynes. Um americano que ficou conhecido na internet como “Zangief Kid” e que diz ser uma vítima cansada de bullying que resolveu se vingar.

Você também pode ler

22 Comentários

  1. Concordo plenamente com vc.Sempre sofri com o bullying (na época q isso nem tinha nome ainda) e não sou nenhuma psicopata.Afeta a sua vida,afeta.Mas vc temq saber lidar com isso.Dar a volta por cima.Descontar nos outros (msm no agressor) não faz a dor passar.

    ;**

  2. HAUHAHAUHUAHUAHUAHA… SÓ VC, CARA!!! HUAHUAHAHUAHUAH… Daqui a pouco vão achar que eu tô fazendo pouco caso de quem sofre… JESUS! Tudo agora é culpa de bullying. ¬¬

  3. Gente, curti ..

    Tbm acho que tão fazendo muito uso indevido dessa palavra aí!
    Mãs né ..
    Mídia .. ela sim tem uma parcela de culpa! (disse parcela)

    Beijos Erickinhaaa \o/

  4. Concordo com vc! Parece que as pessoas precisam de um porque das coisas acontecerem, e acharam no bullying uma desculpa…

    Sobre a loja de amostra grátis, as fotos são sim das lojas aqui em São Paulo! Mas antes de ir na loja precisa se cadastrar no site e pagar a taxa! Mas as fototos foram tiradas quando as lojas foram aberta, hoje elas estão um pouco vazias em relação as produtos! Mas ta valendo a pena ainda!

    Beijoss…

    http://mulheresmodernasprecisam.blogspot.com

  5. Esse termo é velho conhecido das terras Anglo-Saxãs. Como gostamos de importar termos (e costumes) e há a internet, o que facilita isso demais, veio mais esse para dar o que escrever em colunas de jornais e revistas.
    Bullying é algo que tem que ser combatido sim. Não acho que seja frescura ou coisa do gênero, até porque cada um sabe aonde dói o calo. E se você não se importava com os apelidos ou com apanhar de vez em quando, não quer dizer que outra pessoa não fique profundamente magoada, implicando até mesmo em piora no rendimento escolar.
    Outra coisa completamente diferente é querer jogar todas as mazelas do mundo na conta do bullying! Isso não! Mas em outras épocas também usaram essa desculpa com o que você listou no início do post, como o caso dos videogames violentos.
    Eu acho o seguinte: aonde estão os pais dessas crianças? Seu filho não conversa contigo? Se perceber que há alguma prática dessa, vá recorrer ao colégio e se não der certo, aja do outro lado, colocando um profissional da psicologia para auxiliar seu filho a lidar melhor com isso.
    Aliás, pode ser que seu filho pratique o bullying… não seria o caso de coloca-lo para ser ajudado por um profissional pela possível baixa estima que existiria nesse caso?
    Ah… já falei demais! 🙂

  6. Concordo com o seu comentário, marcelo! Huahauhauhau… Adoro gente que fala demais, não se preocupe!
    Eu só não sou à fvor da banalização do Bullying… É claro que a violência e o abuso de poder entre crianças e adolescentes nas escolas deve ser combatido, mas justificar todo e qualquer malefício que uma pessoa venha a cometer no futuro como sendo consequência do bullying é forçar a barra, não é?
    Há outras jiustificativas, problemas, distúrbios… E há diversos tipos de pessoas, como vc mesmo falou, umas lidam bem com isso, outros se traumatizam…Enfim…
    O importante é não usar isso como pretexto e ação absurda que a gente anda vendo por aí!

    Um bjão!

  7. Excelente texto.
    Infelizmente as pessoas ficam mais preocupadas em querer culpar algo ou alguém do que ajudar a resolver o problema.

  8. Sofri bullying no colégio e não fui a única. Era normal e agora virou caso de polícia… Acho que a mídia acaba “ensinando”, “motivando” atos desse tipo.
    Bjo

  9. Amiga tudo be?Sofri no colégio pq era magra d+ e dentuça,me empurraram no parquinho e quebrei o dente da frente, um dia me revoltei e bati num menino com chutes e pontapés,ninguem mais me encheu.Hj em dia tudo é culpa do bullying,ta na hora de pararmos de dar desculpas concorda,a cula é de todo mesmo.Bjk

  10. Incrível mesmo como hoje tudo é culpa do bullying!! Na minha época não tinha esse nome pomposo, era ‘zuação’ mesmo hahahah
    Assim, cada um tem uma cabeça e reage de uma forma às situações. Não tem como julgar: “ah, eu era zuada e não matei ninguém”. Realmente, concordo, mas cabeça é uma coisa complicada, vai entender…

  11. Eu acredito que pode até afetar o que uma pessoa vai se tornar, mas da maneira que a midia expoe, carater cada um faz o seu!
    o que mudaria provavelmente seria a forma da criança se socializar, manter amizades, essas coisas
    kisses

  12. Nossa adorei o blog Ericka! Virei sempre aqui!
    Parabéns pelo seu trabalho! Vou divulgar para as minhas amigas!

    Parabéns de novo, pq é muito bom!

  13. HUahuahuahuahuahu… Obrigadaaaa Juuuu!! E eu não esqueci do seu esmalte! Me adiciona no Face pra gente poder se encontrar por Sampa! Assim eu te entrego!!

    =D

    Um bjão!

  14. Ericka, isso é verdade! Sempre existiu bullying e todos nós fomos atores ou vítimas! Eu não me tornei (tão) maligna por causa disso! kkkkkkkk Foi uma fase ruim que ficou para trás e por vezes até engraçada.
    Agora, foda mesmo foi o Requião dizer que tirou o microfone da mão do jornalista por que o jornalista estava fazendo bullying com ele! kkkkkkkkkk
    Realmente, virou desculpa e motivo para tudo.
    É algo chato, é.
    Mas… pode ser contornado. Conversa nunca é demais!E se conversa não resolver, porrada nos outros!!! kkkkkkkk (Brincadeira!) Bjão! Vou ler o novo post! ^^

  15. Oi, Ericka!
    Adoooro o seu pragmatismo com as coisas e concordo plenamente com seu texto. Sempre tive fama de nerd (e ainda tenho) e isso me fez/faz alvo de muuitas piadas, incluindo palavras pesadas, coisas feias mesmo. No entanto, cá estou eu escrevendo… Sem nenhum trauma, sem nenhuma psicose. Acho que a pessoa tem de ser psicologicamente muuito fraca para se deixar abater pelo julgamento de terceiros.

    Sabe, é como na música “A quien le importa”, regravada pela Thalía em 2002: “La gentes me señala me apuntan con el dedo, susurran a mis espaldas y a mí me importa un bledo. […] Yo sé que me critican, me consta que me odian, la envidia les corroe, mi vida les agobia. Por que será, yo no tengo la culpa, mis circunstancias les insultan… ” ou em “My Prerogative” de Britney Spears: “Everybody’s talking all this stuff about me. Why don’t they just let me live?” Temos de ignorar o que estão dizendo e seguir como somos… E sem neuras…

    Pior: daqui a pouco vão dizer que bin Laden sofreu bullying de algum americano quando criança, por isso a vontade de destruir os EUA.

    Também já estou FARTA do termo!

    beeijo!
    thaís

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *