sobre a intimidade forçada.

Não sei quanto a vocês, mas não tenho paciência pra gente insistente. Sério. Nunca tive.

Acho que forçar uma situação de amizade/intimidade extrema é sempre desagradável, não tem jeito. Para quem força, percebe que está sendo mala e não pára e pra quem precisa absorver toda essa “desenvoltura” alheia. Não existe coisa pior do que viver relacionamentos que não existem, ser simpático com pessoas que te tratam mal e, pior ainda, não dar uma bela cortada em alguém que te xaveca – e por quem você não tem o mínimo de interesse. Essa última, sem dúvida, é a pior das situações.

Não dá pra ser indelicado. Não dá pra ser arrogante pra depois ouvir o clássico “mas você entendeu errado, não queria nada com você”. OKAY. A verdade é que a gente sabe quando alguém está interessado na gente, sabe mesmo. E para os super xavecadores, fica a minha dica: se ainda não rolou uma reciprocidade da gatinha/gatinho, não vai rolar mais tarde. Parem por favor. É menos feio.

Mas como em terra de cego quem tem olho é caolho, e o ditado não tem nada a ver com o texto, mas eu quis utilizar, que atire a primeira pedra quem nunca deu uma forçadinha consciente seja lá em que situação for. Quem não ficou melhor amiga daquela vizinha chata por conveniência? Ou quem já não esteve lá, movendo montanhas, mundos e fundos por aquela sujeitinho que – bem no raso, e a gente já sabia –  nem tchum pra gente?

É, jovens. Tudo na vida tem dois lados. Às vezes somos os incomodados, às vezes somos àqueles que incomodam.

VAMOS ABRIR O OLHO, PESSOAL.

Se o cara não responde aquela mensagem, talvez ele não queira te encontrar.

Se as respostas, por sua vez, são evasivas, frias, se ele está sempre atrasado, sempre enrolado no trabalho, em outra cidade, sempre encontrando desculpas – semana após semana – para não tomar aquele choppinho, para não repetir o cinema, páre de insistir.

Quem quer, já cansei de falar, dá um jeito. Fica. Remarca. Arranja alguém pra ficar com os filhos, adia até o aniversário da própria mãe.

Sentiu, de leve, que está sendo enrolada? Recue. O mundo está cheio de gente disposta, interessante, interessada e que está afim de estar com a gente.

Chega de querer comer a azeitona salgada da empada seca. Engasga.

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chove e não molha.

Já é sabido que a internet deixa as pessoas mais abusadinhas na hora da conquista, até porque, nesse mundinho virtual você pode inventar mil coisas a seu respeito e chegar até mesmo a acreditar em todas elas, seja para o bem, seja para o mal. Como somos humanos e sem limites, quem é casado consegue um amante, quem não namora encontra um noivo, tem 3 filhos e casa em duas semanas e, óbvio, quem quer, se diverte.

Temos aí um um sem número de redes sociais, programas e dispositivos que se não foram destinados à pouca vergonha, são utilizados para tal. De clube online para pular à cerca ao  Chatroulette, há MSN, Skype e mais um sem número de plataformas que podem ser conduzidas para o lado negro da força, se é que vocês me entendem; sexo por telefone é coisa do passado.

O que provoca a indignação das pessoas e ameaça a família brasileira não é o fato dessas coisas acontecerem aos montes, todos os dias, bem pertinho de você. Ok, o ser humano é podre e todo mundo sabe. O problema é esses relacionamentos nunca saírem do plano virtual para o real. Das pessoas serem ferozes, vorazes e calientes via sms, via ondas virtuais, só que no dia-a-dia, não.

Tenho uma amiga que vive uma situação super proibidona com um colega de trabalho no qual o sujeito provoca, estimula, mostra tudo (li-te-ral-men-te), mas na vida real… Nada. Um frouxinho de tudo, que sorri e acena, mas num chama pra marcar gol. Provoca e depois foge da moça, um drama. E não são vocês homens que vivem reclamando que a mulherada agita pra depois ficar fazendo charme? Olha aí como a coisa não é bem assim. E essa história, é claro, tem muito mais complicações das quais eu posso falar em outro post, mas o que estamos tratando aqui, caros leitores, é desse chove num molha que acalenta os corações brasileiros à distância, mas que ao vivo… Só saudades. E os dois envolvidos nessa história trabalham juntos, se conhecem e o moço foge do diabo como quem foge da cruz, num chama a moça nem pra tomar café e age como se nada estivesse acontecendo.

Complicado.

Eu acho que tudo é, no final da contas, uma questão de insegurança. Medo de decepcionar ao vivo, medo de se confrontar com um bom resultado e se envolver em algo que talvez não esteja preparado, medo de perder outras coisas como independência, amizade, sabe-se-lá o quê, ou molecagem, lógico. Quem não adora saber que é desejado por alguém?

Que atire a primeira pedra.

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a sabotadora.

Queridas, vejam bem: um homem, quando interessado em uma mulher, fica burro. E passa a aceitar todo o tipo de conselho gratuito vindo de pessoas bem ou mal intencionadas. Se esse homem for bonito, ou interessante  e despertar algum tipo de emoção naquela sua amiga (?) que não consegue ficar sozinha e ver os outros se darem bem, abra o olho: a sabotadora a entra em ação.

Não é que ela queira o seu mal, ela só não deseja que você roube o que ela acredita que seja dela. Algumas mulheres tendem a se sentir ameaçadas quando outras passam a ser mais interessantes que elas para o círculo de amizades masculinas, que antes não era compartilhado entre as partes. Deu pra entender? Às vezes ela nem pretende ter alguma coisa com o cara, só não quer perder o posto de bola da vez. Só quer continuar sabendo que ainda é mais interessante que outra mulher, só quer saber que se tudo der errado na vida amorosa ela terá alguém para contar. E a partir daí, te boicota. Planta informações ao seu respeito que não são reais, espalha por aí que você está fechada pra balanço, que nunca dá a mínima para os caras no dia seguinte, que se decepcionou muito no passado, que você virou sapatão, enfim, monta uma arapuca. E o jovem moçoilo, achando que a fulaninha aí sabe TUDO e mais um pouco sobre você, cai na conversa fiada. Fiquem espertas. Faça você o contato com o bofe objeto de desejo, sem intermediários. Coragem! No mínimo, um amigo, você ganha. Sem famas inventadas.

 

 

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