lanchinho.

Os homens não falam com as mulheres apenas por uma noite de sexo. É isso. Ponto final. Parem com esse argumento.

Se fosse apenas por sexo, eles não falariam nada. Não se dariam ao trabalho de te conhecer, de saber do que você gosta, de te levar pra jantar ou de insistir para tomar aquele café. Para aqueles que querem sexo e só, quanto menos envolvimento, melhor, viu? Anotem isso aí.

Os homens querem sexo, é claro. As mulheres também. Mas nem todos os encontros casuais se resumem a isso.

Se o cara te faz um elogio, aceite. Pare com esse papo de “ai ele nem acha isso, ele só quer mesmo é me comer“. PARE. Você não é obrigada a fazer nada que não queira. Somos 100% responsáveis por decidir, afinal, se vale a pena ter uma noite com esse ou com aquele sujeitinho xis. Por diversos fatores.

Se rolou e se o cara só quis mesmo te comer, e isso acontece até com uma certa frequência,  ele é um babaca, tem aos montes por aí. Mas tudo bem. Não é isso que faz de você uma pessoa melhor ou pior, uma iludida, uma inocente e desprotegida donzela.

Você deu, o cara sumiu, legal. E se foi excelente, melhor ainda. Você aproveitou, ele aproveitou, ao meu ver esse placar está empatado, babe, 1X1. Você não é menos merecedora de amor, uma vagabunda ou uma qualquer. Por que toda essa culpa?

Só não era o cara, a noite, a hora. E isso acontece nas melhores famílias embora pouquíssimas admitam.

Existem inúmeras justificativas que fazem uma mulher se envolver sexualmente com um sujeito. Só não usem a poderosa lábia deles como justificativa para toda e qualquer cagada.

Às vezes não é o carinha que queria te comer; era você mesma que queria ser comida, simples.

Se temos mesmo os mesmos direitos, se somos mesmo seguras das nossas decisões, se queremos aquela tão sonhada igualdade entre os sexos, precisamos lidar também com o que vem depois, sem chorumelas.

Se não funcionou, que ao menos sirva de lição.

E fim de papo.

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caso por acaso.

Acaso: sucesso imprevisto;eventualidade; (no pl. ) riscos, perigos.

– Se é pra se arrepender que seja pelo que a gente fez e não o contrário.
– Ah é! Não é bem assim…Matar alguém não tem volta…
– Eu não vou matar ninguém.
– É mas tem que pensar bem, porque algumas coisas não tem volta.
– E nem todas as oportunidades surgem duas vezes.

Estava pensando nos acasos da minha vida quando resolvi procurar essa definição que está no topo do texto. SUCESSO imprevisto? Adorei essa. Um acaso é uma fatalidade boa. Fatalidades são fatais, não soam mesmo muito boas.

Acasos servem pra trazer tempero à rotina, emoções, borboletas no estômago, palpitações, sensações de calor e formigamento por TODO o corpo. Caso essas sensações se concentrarem só do lado esquerdo pode ser infarto.

Aí é melhor procurar um especialista.

Acasos não tem tradução na linguagem popular porque não existem imprevistos positivos na popularidade. No máximo chegam perto das famosas “cagadas”. Mas fica muito pejorativo, aí não dá. Acasos são saudáveis e tem uma pontinha de loucura.

Invadem a nossa vida naquelas horas que o nosso superego está bem fraquinho e propenso a fazer…Olha só…As populares cagadas.

Positivas, mas cagadas.

Acasos são inesperadamente inesperados. Misturam tudo. Mexem tudo. Às vezes não mudam nada mesmo depois de toda a tormenta durante o processo.

São deliciosamente deliciosos na grande maioria das vezes. E assustadoramente incompreensíveis.

Sou do tipo que acredita que quando uma coisa tem que acontecer ela acontece. Mais cedo ou mais tarde. Não penso muito, não me arrependo muito, mas às vezes sofro muito. Não é o caso dessa vez.

Mas não há como se proteger, afinal. O acaso, quando você percebe que aconteceu, já acabou.

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solteiros s.a.

 

Quando um relacionamento termina ficamos com uma parte dele meio latente, meio nociva, dentro da gente. É normal. O problema é que  essa parte é capaz de criar raízes e nos consumir, nos fazer pessoas céticas. Mesmo quando somos a parte que tomamos a decisão de partir, é estranho habituar-se a ser um quando dois tornou-se regra. É estranho pensar por si só. E mais complicado que reaprender  a fazer as tarefas do dia-a-dia sem reportar nada a ninguém ou sem um planejamento prévio que pondere aquilo que a outra pessoa também gostaria que fosse feito, é não saber encarar os novos amores. Não encontrar nunca alguém que seja suficientemente bom ou agradável a ponto de ter nossa companhia. Apaixonar-se é chato. Cansa. Exige um esforço que nem todo mundo está disposto a viver novamente e que pode vir a trazer dores maiores no futuro, óbvio. Das coisas boas sempre surgem as ruins.

Quando somos jovens as oportunidades são infindáveis, nossa vida social está à mil. Na escola, na academia, no clube, nas festas de 15 anos… Somos obrigados a nos mover para frente e a esbarrar, inevitavelmente, em novos contatos, pessoas, amigos de amigos que estão tão disponíveis quanto o desejado. Infelizmente, com o tempo, tendemos a trabalhar mais e viver menos. Nosso círculo de amizade torna-se mais restrito e a cada nova pessoa que encontramos pensamos, investigamos e refletimos: será que vale mesmo a pena?

Quase sempre a resposta é não.

Aos quase 30 as pessoas já viveram muitas coisas. Algumas tem filhos, algumas se separaram, algumas nunca conseguiram encarar um relacionamento de verdade e não estão dispostas a viver um agora. É crítico. E numa sociedade que nos incentiva a viver cada dia mais sós, as pessoas não estão se movendo para juntar-se e sim, para separar-se. Se nem os amigos conseguimos ver com frequência, que dirá os futuros affairs.

Se as pessoas estivessem felizes com essa realidade esse texto não teria sentido, mas recebo inúmeras reclamações sobre a solidão. Sobre como as pessoas andam complicadas, fechadas, difíceis. E eu queria mostrar que as coisas são dessa forma porque nós mesmos estamos assim. A culpa não é dos outros, é nossa. Sempre nossa. Ninguém vai aparecer na porta da sua casa e te pedir em namoro. Ninguém vai descobrir afinidades, semelhanças, ninguém vai te achar desejável se você não se mover.

Ainda que pareça muito melhor estar só, uma hora, cansa.

E perde a graça.

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