quando a culpa é só nossa.

Conversando com a minha mãe, lembrei de um assunto que queria abordar faz muito tempo: reclamamos muito e fazemos pouco. Às vezes estamos tão insatisfeitos com diversos aspectos das nossas vidas que não sabemos bem por onde começar a nos reerguer – e entramos num loop infinito de atitudes iguais (e ineficazes). Não sei quantos de vocês concordam comigo, mas como queremos resultados diferentes mantendo sempre as mesmas atitudes? Se não assumimos, de uma vez por todas, que nós é quem somos os responsáveis pelas nossas vidas? Acredito em predestinação, em providência divina, acredito que somos muito mais do que apenas um corpo com atitudes terrenas e coisa e tal, mas nascemos racionais e temos SIM a capacidade de superar traumas, largar padrões e nos tornar melhores, e, aqui, não me refiro aos casos complexos, mas às coisas simples.

Querer parar de fumar, emagrecer, manter a casa organizada ou arrumar um novo emprego. Vivemos dando desculpas para justificar nossa própria incapacidade de lidar com as coisas que não chegaram a tal ponto sozinhas – deixamos as decisões, todas, para depois. E, de preferência, na mão de alguém. Ao que me consta, somos nós mesmos que criamos o lixo, que engordamos, que nos dedicamos mais a uma coisa que a outra e acabamos por desequilibrar uma série de departamentos, certo? Temos nossa parcela de culpa sobre cada uma das coisas que nos arruina ou que nos põe pra frente, pode reparar.

É muito mais fácil reclamar da empregada, que admitir que somos acumuladores natos de porcarias inúteis. Muito mais fácil fingir que comemos bem quando atacamos um bombom depois de cada refeição. Muito mais simples é dizer que não temos tempo, que não há espaço, que a culpa é do outro, da vida, do acidente, do passado e de todas as um milhão de circunstâncias que influenciam, lógico, mas não decidem absolutamente nada sozinhas.

Somos culpados. Por tudo. Tanto pela nossa alegria e sucesso quanto pelas derrotas e pontos fracos. E enquanto nos esquivarmos das coisas que precisam ser feitas, urgentemente, mais tempo perdemos maldizendo todas elas. E gastando uma energia enorme sendo infelizes.

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