Ousadia.*

E daí se você conheceu o sujeito ontem no bar? E se você ligar? E se você não ligar? Será mesmo que vale a pena se envolver? Por que não valeria, aliás?

É bom viver com urgência. Se jogando nos projetos malucos, dando uma chance para o que não se pode, afinal, controlar. Não dá pra saber o que se passa na cabeça do outro, portanto, não há caminho certo. Não existe plano perfeito, estratégia que seja 100% eficaz. É simples.

Sempre existirão, pelo menos, duas opções – e mais outras tantas entre o sim e o não. Por que, então, insistir em controlar os efeitos daquilo que fazemos? Veja bem, não estou defendendo a impulsividade e a inconsequência, mas por que não dizer um “eu topo”? Porque não assumir? Porque não correr atrás? Por que essa blindagem toda, esse medo de perder, de colocar os pés pelas mãos?
Não temos como saber, afinal, se o nosso errado daria certo.

Se o nosso certo acaba meio errado no final. Não dá.

Aquele sujeito que deixamos de encontrar, o amigo que não demos uma chance, a palavra que não foi dita – nada, nada disso – volta. E se queremos tanto que algumas coisas, pessoas, momentos e afins se eternizem, ou, pelo menos, fiquem só mais 5 minutinhos, por que não tentar? Por que não saborear as coisas e seus efeitos, digeri-las, superá-las e correr o risco de sermos mais felizes que infelizes? Não entendo, aliás, porque sempre nos protegemos de uma possível infelicidade. Podemos ser, também, muito contentes em nossas escolhas, sabia?

Mesmo que elas sejam malucas, ousadas, fora do padrão, exóticas (mas muito melhores que aquilo que tentamos planejar e controlar).
Não temos controle. Nenhum ou muito, muito pouco.

E se é assim, que, pelo menos, a gente peque por tentar.

 

*Texto originalmente publicado e produzido por mim para o Lumagga.

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Uma grande não novidade.

Venho por meio desse texto contar a todas as mulheres desse Brasil uma novidade incrível: tem homem no mercado SIM. Gordo e magro. Alto e baixo. Rico, coxinha, alternativo e hippie. Que gosta de ruiva, de loira, de negra e que não liga pra celulite. Que vai achar ótimo você trabalhar e pagar suas contas ou que vai querer pagar tudo pra você porque é um pãtcham pro-ve-dor e bi bi bi. Pois é. Tem homem pra cara*** no mundo. De esquerda e de direita. Do sertanejo, do rock e do surf. Homem que ama moda? Tem também. E aqueles que não ligam de usar xadrez com bermuda florida? Aos montes.

Tem homem e mulher pra todo o lado, de todo o tipo, e óh – SOLTEIROS. Não é incrível? Aquele ex da sua prima que num tinha nada a ver com ela, mas que entendia tudo sobre vinhos? Olha lá, rapaz! Um partidão. O cara do inglês que sempre faz uma piada gostosa de rir, sabe? Vale o investimento. E o seu vizinho sério? Que deve trabalhar no banco e que você encontra todos os dias no 669A com destino à Av. Paulista? Tá aí, na pista, pra ga-me.

Encontrar alguém é fácil. Dificil é CONQUISTAR alguém, não vamos confundir as estações. As pessoas acham que só basta se mostrar interessada pelo outro, quando mais importante que sair à caça do homem ideal é se mostrar INTERESSANTE. Até porque ser linda e atraente por 24 horas é fácil. Um relacionamento de verdade é muito diferente e mais complexo que isso. E isso, claro, partindo do princípio que você quer ter alguém nessa vidinha de meu Deus. Se não, pode parar de ler esse post que num tem nada a ver com a sua realidade. E estamos conversados.

Mostre-se. Quem você é? Do que você gosta? Sem medos. Se você nunca arriscar, nunca vai atrair o tipo de gente que procura e sempre continuará com as mesmas e velhas desculpas sobre o mundo – e tudo o que existe nele.

Páre de se justificar no machismo, feminismo ou nas exigências do trabalho na vida moderna que dificultam uma vida pessoal de qualidade. A sua vida é você quem faz. Há lá fora, se você estiver realmente afim de encontrar, gente incrível. Certinha pra você.

Inclusive do tipo que você nem imagina.

 

Post inspirado nesse texto incrível da Folha.

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ousadia.

E daí se você conheceu o sujeito ontem no bar? E se você ligar? E se você não ligar? Será mesmo que vale a pena se envolver? Por que não valeria, aliás?

É bom viver com urgência. Se jogando nos projetos malucos, dando uma chance para o que não se pode, afinal, controlar. Não dá pra saber o que se passa na cabeça do outro, portanto, não há caminho certo. Não existe plano perfeito, estratégia que seja 100% eficaz. É simples.

Sempre existirão, pelo menos, duas opções – e mais outras tantas entre o sim e o não. Por que, então, insistir em controlar os efeitos daquilo que fazemos? Veja bem, não estou defendendo a impulsividade e a inconsequência, mas por que não dizer um “eu topo”? Não assumir? Não correr atrás? Por que essa blindagem toda, esse medo de perder, de colocar os pés pelas mãos?

Não temos como saber, afinal, se o nosso errado daria certo.

Se o nosso certo acaba meio errado no final. Não dá.

Aquele sujeito que deixamos de encontrar, o amigo que não demos uma chance, a palavra que não foi dita – nada, nada disso – volta. E se queremos tanto que algumas coisas, pessoas, momentos e afins se eternizem, ou, pelo menos, fiquem só mais 5 minutinhos, por que não tentar? Por que não saborear as coisas e seus efeitos, digeri-las, superá-las e correr o risco de sermos mais felizes que infelizes? Não entendo, aliás, porque sempre nos protegemos de uma possível infelicidade. Podemos ser, também, muito contentes em nossas escolhas, sabia?

Mesmo que elas sejam malucas, ousadas, fora do padrão, exóticas (mas muito melhores que aquilo que tentamos planejar e controlar).

Não temos controle. Nenhum ou muito, muito pouco.

E se é assim, que, pelo menos, a gente peque por tentar.

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o método, a forma, a intenção.

As pessoas desistiram de gostar das outras pessoas. Acho que em um dado momento da vida percebemos que não somos tão fáceis de lidar quanto parecemos e nem tão sociáveis quanto desejamos. Compram-se cachorros, gatos e cobras piton. Compram-se bolsas de grife, sapatos, carros, e as dores continuam lá, todas juntas. O vazio no peito não se repõe.

Não é pra todo mundo que sair por aí com uma roupa bacana e um sorriso na cara funciona: tem gente que detesta essa coisa de noite, de som, alto, de balada louca, de azaração. Soa desesperador. Um passeio ideal, para alguns, é um copo de vinho, uma rodinha de violão e uns bons e velhos amigos para colocar o papo em dia. Tem coisa melhor, aliás?

Quando a gente fica velho
a gente não tem faculdade
não tem curso
não tem academia
nem tem balada
nem tempo, nem espaço, nem saco
pra conhecer mais pessoas do que já conheceu
muda o foco do que você quer encontrar
o tipo de pessoa que você se tornou
e tem gente que nem gosta de academia, de balada, ou precisa mesmo de um curso
ainda bem jovem.

Acho que o método para conhecer novas pessoas tem muito a ver com a faixa etária. Aqui no Brasil ainda não é muito comum que os jovens conheçam seus namorados e possíveis affairs em sites de relacionamentos, e aqui não me refiro ao Orkut ou ao Facebook, mas a sites especializados, como o Badoo, por exemplo. Embora eu já tenha esbarrado em um número bastante significativo de casais felizes que assumiram, sem vergonha nenhuma, terem se esbarrado por lá. Talvez, depois de tanto empacarmos nas resistências humanas e nos clichês da paquera cara-a-cara, precisamos mesmo das novas alternativas, de uma dose de coragem (mais barata que tequila) e de um tempinho para entender o que diabos a gente procura em alguém.

Se você está lendo esse texto, certamente já deve estar tempo demais na frente do computador. Provavelmente trabalha durante toda a semana e aproveita algumas horas da manhã de sábado para fazer algo que ame, que satisfaça, que seja bom; quanto mais adultos menos percebemos a importância de nos relacionar e quando velhos, ironicamente, mais essa importância se atenua. Não é que temos a necessidade de depender de alguém: é que ficar única e exclusivamente em nossa própria companhia, às vezes, cansa. Principalmente para quem não tinha como plano de vida deixar o amor pra lá.

Pense nisso. Às vezes é o preconceito o culpado por não deixar, aquilo que a gente deseja, se realizar.

 

Este post é um publieditorial.
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ervilha.

De repente você resolve adicionar no Facebook aquele colega de faculdade que conversa bem pouco. Vai olhar os amigos em comum e lá está a sua vizinha, de Santos, e mais uns 3 amigos sem nenhuma conexão entre si. Como se não bastassem os esbarros previsíveis, a namorada do tal cara da facul estudou com você na 4ª série, uma conciência colossal, visto que você está instalada e bem acomodada em São Paulo há quase 7 anos. Parece que os dois se conheceram em Campos do Jordão, quando ele ainda morava em Araraquara e ela fazia faculdade em São Carlos. Como você e sua amiga haviam perdido há anos o contato,  você resolveu trocar mensagens com ela, de quebra gelo mesmo, para saber se tudo andava bem. Qual não é a sua surpresa ao se deparar, no meio dos recados da timeline alheia, com mensagens do seu primeiro chefe? Cheio de intimidade com a sua camarada da juventude? Você resolve sondar. E descobre que eles fizeram academia juntos em 2007 e que também tem alguma relação desconhecida com a Glorinha, o Matias e a Cibele, que você conheceu naquele cursinho de teatro que fez nas férias.

O mundo virtual acabou com os desencontros. Ele conspira para que as pessoas se aproximem e não o contrário, como todo mundo pensa. Hoje você consegue se apaixonar por Skype e encontra mil motivos para se separar  num histórico de MSN. As relações estão a cada dia mais frágeis, mas extremamente próximas. Os espaços se misturam, não há limites. Tudo pode ser visto, comentado, interpretado, repassado. E você, quase nunca, é aquilo que publica. A vida de ninguém é casa na praia, viagem pra Europa e bar todo o final de semana. Lá está o melhor daquilo que queremos ser e não do que somos. E o ambiente virtual atrai não somente quem desejamos ver, mas todo o universo que, às vezes, evitamos ao vivo.

É o novo estilo de climão, temperado de fofoca. Aqui se faz, aqui se paga, e nem é preciso engravidar de um cara casado e morar numa cidade do interior com praça e bastante tempo livre para iniciar qualquer fofoca. O mundo é um ovo.

E a internet, uma ervilha.

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