manipuladoras.

Nós mulheres sabemos desde cedo o poder das lágrimas: seja para ir àquela festa proibidíssima para menores de 18 ou para conseguir a graninha para alisar os cabelos. Fomos ensinadas a não ter vergonha daquilo que sentimos e incentivadas a agir com os sentimentos muito mais que com a razão. Os homens não podem sair por aí chorando e reclamando da vida para os amigos. Aliás, nem quando levam aquele tombo enorme no futebol eles abrem o berreiro – as lágrimas masculinas são seletivas, verdadeiras e muito, muito peculiares; para serem derramadas, tem que ter um motivo forte.

Não sei se essa é uma vantagem ou uma desvantagem do nosso sexo, mas acabamos um pouquinho mais mimadas que eles desde a infância e sabemos que nada nem ninguém resiste a um bom apelo emocional. De forma natural, ou não, sempre quando uma mulher perde a razão (ou as palavras para dizer) ela chora, comove, e consegue prolongar por um pouco mais de tempo coisas que parecem estar por um fio. É claro que existe uma série de vantagens nisso. Podemos manter casamentos, destruir famílias, acusar pessoas e sermos mais manipuladoras que dono de boca de fumo, só que há limites, obviamente, e vejo que a nova geração XX está perdendo todos eles.

As mulheres se acostumam tanto com certas situações que não aprendem a lidar com as adversidades – ou viram piriguetes ou freiras  quando encaram uma decepção. Não existe mais o meio termo. Se tudo são lágrimas, se tudo é mutável, por que aceitar a realidade como ela é? Por que recomeçar? Há aquelas que levam as vinganças tão à sério que vivem a vida do outro em detrimento da sua, que são movidas pela inveja, pelos planos não realizados, pela dor. Se a gente não deixar as coisas ruins passarem somos dominados por esses sentimentos e tornamos a vida de quem está ao nosso redor ainda mais pesada que a nossa.

Mulheres, saibam usar o seu poder de manipulação para o bem. Entendam que não é possível e nem saudável ter tudo e que embora determinada situação pareça o fim da linha pode significar um novo começo.

Muito melhor do que sonhamos.

 

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