família.

Pais neuróticos e mães histéricas. Avós conservadores ou extremamente desbocados. Prima sapatão, primo gay, tia  religiosa e tio ateu. Alguém com câncer, alguém com pressão alta. Parente rico, parente pobre. Todas as famílias são igualmente problemáticas, todas as famílias tem alguém que incomoda ou alguém para servir de vítima em uma discussão.

Não existe a vida perfeita, a família modelo, os parentes ideais. Somos pessoas. Sendo assim, já nascemos com problemas de personalidade, com vontades incompatíveis e somos obrigados a conviver com gente que em circunstâncias normais nem gostaríamos tanto assim, mas que aprendemos a amar porque assim a vida impôs.

Palavras cortantes, discussões sem sentido, momentos de raiva incontroláveis. Você promete que não vai fazer igual e faz. Você promete que não vai mais discutir e discute. É assim que é com todo mundo e é assim que as coisas devem ser. Se fossem diferentes, provavelmente, não seriam tão boas quando são boas. É impossível não viver nenhum momento agradável em meio a gente que te conhece mais que você mesmo.

Se tem uma coisa que a família ensina é a ser forte. E a amar muito independente de qualquer situação.

Ainda que, às vezes, dê vontade de sumir.

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qual é o problema?

Esses dias me questionaram sobre qual é, afinal, o maior problema dos relacionamentos. Pensei em vários. E cheguei a conclusão que o maior problema dos namoros não darem certo são as mulheres. Terrível, não é? Nós e a nossa insegurança e necessidade de atenção, nossa mania de exigir das pessoas erradas, de gerar conflito e implicância onde não tem acabam com qualquer namoro. Não há quem aguente ser tão inadequado, não é? E a paciência masculina é infinitamente menor que a nossa.

Eu sei, você sabe, nascer mulher já é nascer maluca, entendo perfeitamente. Mas não podemos exigir que os homens compreendam, que a cabeça deles funcione da mesma forma que a nossa e, convenhamos, pegamos pesado às vezes.

Poderia listar uma série de itens que nos tornam insuportáveis sem ao menos estar de TPM: essa mania de falar como criança, de perguntar se estamos gordas ou se somos mesmo bonitas, de obrigá-los a trocar o futebol (ou o video-game, ou a luta livre, ou os carros…) por uma volta no shopping, de exigir que eles saibam todas as coisas que passam na nossa cabeça ou obrigá-los a reparar quando cortamos as pontas do cabelo, etc, etc. E somos assim porque eles muitas vezes deixam a desejar como homens. Não como machos-alfa, trogloditas ou como homens em sua essência, não é um questionamento de masculinidade, mas como homens em relacionamentos de verdade, que se importam, que elogiam, que reparam. Que sabem lidar com uma mulher que não seja a mãe deles.

Todas as neuroses femininas, no fundo, tem a ver com um único motivo: o de não termos a certeza de sermos amadas como amamos.

E para as mulheres, fica o meu recado: seja com ele da maneira que você gostaria que ele fosse com você. Elogie, faça programas não muito desejáveis, repare, comente, note. E se não resolver, esqueça o xilique; converse. Sem dramas, lágrimas e com muita, muita sinceridade. Se não resolver, é porque você encontrou um homem ainda mais problemático que você. E ensinar a amar é muito chato. Mesmo que nós sempre insistamos que vale a pena.

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falta alguma coisa.

Um amigo meu (mais um) andou reclamando da namorada. Disse que o sexo é ótimo, mas que ela e ele são pessoas completamente diferentes. Não conversam mais, não se divertem com as coisas bestas e pra agravar o quadro todo, moram longe um do outro. Ele aqui e ela lá, com os pés pertinho da praia, cheia de músicas ao vivo nos barzinhos, chopp nas calçadas e coisa e tal.

Achei engraçado constatar uma coisa sobre os homens que eu já muito ouvia falar, mas que nunca tinha realmente estado próxima: só o sexo, não basta. É fundamental que ele esteja lá e seja bom, é fundamental e, talvez, até uma parte importante da coisa toda, mas não é tudo. Aliás, não é nada se não houver todo o resto embutido, os carinhos e beijinhos sem ter fim, as tolices, os planos e a troca verdadeira de idéias.

A conversa, mais que o tesão, é o alimento de todo o bom relacionamento. Você pode amar uma pessoa, pode achá-la incrivelmente atraente, pode ter pele e  aquele furor incompreensível quando estão juntos, mas se não tem afinidade cerebral, não adianta.  Se não, seríamos iguais a qualquer outro animal vivente, não é mesmo?

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dos casais desanimados.


Eles eram um casal bacana, desses que gostavam das mesmas coisas, ouviam as mesmas músicas e estavam sempre juntos. Aí a vida foi exigindo mais paciência, o tempo foi passando e os dois, que viviam sempre com tanto romance, foram sentindo falta da parte do copo que foi esvaziando, sem se preocupar com as novas coisas que tentavam preenchê-lo.

Ele, correndo pelo futuro que um dia desfrutaria com ela, estava cansado demais, ocupado demais, preocupado demais para se fazer presente em todos os momentos em que ela precisava de conforto. Como a vida é impassível, esses momentos, obviamente, passaram a  surgir aos montes, como uma maré de coisas ruins que indiretamente afetavam o relacionamento dos dois. E os problemas, constantes, cortantes, foram afastando cada vez mais o casal bacana. Quando estamos tristes qualquer cortezinho dói mais que uma punhalada: ao invés de morrermos de uma vez, ficamos lá, ardidos, curtindo o incomodo que mesmo que a gente queira deixar de lado, não passa – porque certas coisas precisam de tempo, cuidado e calma para sararem naturalmente.

Com esses dois, estava tudo meio assim, arranhado, um precisando do outro sem a menor condição (ou vontade) de doar um pouco de si e cobrando, aborrecendo e exigindo aquilo que não conseguia dar. O amor às vezes é meio egoísta, não aguenta tamanho descaso; precisa ter para distribuir. Quando uma dupla se desequilibra ou deve-se ponderar – e olhar para a pequena parte boa com olhos de esperança – ou desistir. E sejamos francos: quem disse que deixar de dar murro em ponta de faca é deixar passar uma possível alegria? Só eu acho mais esperto recuar que atirar?

Saber separar também é um jeito de consertar.

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da sorte e do azar.


Nunca gostei da palavra azar, até porque não acredito nela. Não é possível que a nossa vida seja guiada por um pré estabelecimento cósmico que vem em fases, por uma maré de coisas boas ou ruins. É muito irracional pensar que não temos controle sobre as nossas vidas, e olha que eu não sou a pessoa mais racional que vocês conhecem, você pode crer. Acredito em pré-determinação, acredito que algumas coisas realmente DEVEM acontecer e que junto a elas virão lições importantes sobre alguma coisa em nossas vidas, mas não acredito em pré-definições para coisas boas ou ruins. Somos maiores que isso.

As coisas boas que ocorrem não são sorte; são o resultado daquilo que buscamos, do que realizamos, são os efeitos do modo com o qual levamos nossas vidas. E quando coisas ruins acontecem para pessoas boas? Como explicar? Tudo culpa do tal do azar? Obviamente, não. As coisas ruins acontecem para todo mundo, o tempo todo, pra quem é do bem e quem é do mal. Elas existem, não dá pra ser feliz o tempo inteiro, não dá pra não ter doença, pobreza, amor mal resolvido, e problemas familiares, todo mundo tem. E sempre vai ter. A pior coisa do ser humano é ser dotado de razão. E da capacidade de tecer teorias para tudo aquilo que acontece por mais sem fundamento que elas sejam. Aliás, quem disse que todas as coisas devem ter fundamento?

O que muda, não é quanta sorte ou azar temos na vida, mas o quanto essas coisas tem a capacidade de nos afetar.

Há dias em que estamos fortes, que pode cair o mundo que a gente aguenta. Há dias, que não. Isso também de nada tem a ver com as forças sígniquicas ou cármicas, isso tem a ver com o nosso próprio humor. Ou você conhece alguém que consegue ser feliz o tempo inteiro? Nem rico, nem pobre, nem apaixonado, nem abandonado: ninguém tem uma vida perfeita.

Se é assim, que tal pararmos de lamentar por aquilo que ainda não deu pra alcançar? Uma hora, a gente chega lá.

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ser feliz e mais nada.

Eu tenho uma preocupação enorme na vida em ser feliz e, principalmente, em não magoar as pessoas que eu amo.

Infelizmente, as coisas no mundo não são todas certinhas; às vezes a nossa felicidade é incompatível com a do outro e simplesmente não podemos fazer nada além de deixar a vida passar, os dessabores diluirem e fim. Continuar caminhando.

Em meio a um sem número de situações desagradáveis que eu já vivi, aprendi a pensar, respirar e, quando me der uma raiva muito, muito grande de alguém que tentou me magoar… Ponderar. E não fazer absolutamente nada.

Quando alguém tenta nos atingir com mentiras, fofocas ou falando coisas que não deveria, é quando mais conseguimos mensurar o amor que essa pessoa tem por nós – porque quando a gente ama e é contrariados nada mais confortante que o ataque – e nada mais estúpido também. Dói tão fundo que desligamos o senso, o pouco equilíbrio que nos impede de fazer e falar bobagem e nessas horas de impulso, que eu mesma já vivi aos montes, acabamos por tropeçar na própria língua e a se arrepender, em instantâneo, por cada ação cometida.

Já comentei aqui que as palavras machucam, mas não têm efeito eterno. O que foi dito não pode ser retirado, mas pode ser enterrado. Tenho pra mim que quanto mais se cutuca a ferida, mais dói, há coisas que simplesmente devem deixar de ser discutidas, há justificativas que nem devem ser proferidas e há situações que se tornam tão absurdas que é melhor que cada envolvido descubra por si só o que é certo, errado e aquilo que cabe.

Em tempos de caos peço desculpas para quem importa, conforto quem me interessa e jogo as palavras ofensivas, a raiva e todos os demais sentimentos ruins que possam surgir dentro de mim no lixo.

E eu num consigo achar uma citação mais perfeita que a do Latino nesse momento: quem planta sacanagem, colhe solidão.

E a solidão é um dos últimos estágios do mundo que eu quero atribuir a mim.

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desabafo seguro.

 

“Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso desta vida, preciso demais desabafar…”

Sempre fico pensando nas coisas que eu deveria dizer e não digo, nas coisas que deveria fazer e não fiz. Às vezes reúno tudo e lanço às favas, como se depois de tanto tempo armazenadas, essas coisas – todas –  fizessem uma pressão de explodir os miolos se não forem postas pra fora. Aí venho aqui, abro a página do blog e faço uma carta daquelas, destruidoras, que nem ao certo querem dizer aquilo que eu realmente gostaria de dizer; mas que refletem, exatamente, o modo com o qual me sinto.

Sempre preferi o modo de vida avassalador transgressor dos verdadeiros infelizes, às coisas erradas, às certas. Tudo certo me parece muito monótono, e é. Insuportavelmente sem emoção nenhuma, insuportavelmente seguro. Gosto de me sentir segura e andar na corda bamba, bem contraditória mesmo, não entendo o por quê. Se eu fosse uma cantora de rock dos anos 80 já teria morrido de overdose ou de acidente. Nunca de pneumonia.

Aliás, se viver uma vida salobra é ruim, que dirá morrer sem deixar marca nenhuma, morrer de quejadinha. Quero morrer bonito, poético, deixar histórias e pessoas que vão se lembrar delas pra sempre. E sentir as mesmas saudades de mim que eu mesma sinto às vezes.

Essa é a primeira vez desde que eu mudei do Cemitério das Idéias para o Hipervitaminose que eu escrevo no meio do meu expediente para desabafar. Tudo bem que o fato de eu trabalhar com mídias sociais facilita todo esse processo, mas a verdade é que essa semana não está sendo fácil, na realidade, está sendo é bastante confusa. Essa também é a primeira vez que escrevo um texto de forma tão pessoal, falado por mim, sobre mim e para mim. Porque, de certa forma, todas as coisas que eu escrevo são para os outros, mas também são aquelas coisas que eu preciso ouvir e nunca achei ninguém que me dissesse cada uma delas.

Minha gastrite reclama desde quinta-feira pelos mais variados motivos, ando extremamente sobrecarregada mentalmente, fisicamente e também sentimentalmente. Não é fácil lidar com a vida da forma que ela se apresenta, mas a gente precisa continuar nadando, ultrapassando os obstáculos e tomando cuidado pra não ser levado pelas ondas ou engolido pelos peixes grandes. Os meus adversários, nesse momento, são os tais peixes grandes, personificados nos mais diversos sentimentos que possam existir.

Estou, pela primeira vez na vida, cansada e feliz. Feliz com as minhas próprias realizações, feliz comigo. Não feliz integralmente porque eu acho que nesses termos ninguém é. Mas ando numa fase boa, meio conturbada, mas boa. Como há anos não vivia parecida. E, ao mesmo tempo, aborrecida. Aborrecida com uma área da vida que não é só minha e com a vida de outras pessoas que também não quero ver tristes, mas que eu não tenho controle.

Só me resta fazer aquilo que eu faço de pior: esperar.

Porque por mais que a gente queira cicatrizar todas as feridas, ajeitar a casa inteira em um dia, limpar a alma e seguir em frente tudo faz parte de um processo: do qual eu espero ter bons resultados no final.

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felicidade compartilhada.

Dizem que o coração é burro. Eu discordo. Quando alguma coisa está prestes a dar errado, é o coração o primeiro a dar os sinais. Você sente aquela angústia louca, que não consegue controlar. Às vezes ignora, finge que está tudo bem e, cheio de razão, vai lá e dá a volta por cima de qualquer que seja o sentimento maluco que ele esteja indicando. Comigo todos esses sentimentos são bem mais eminentes, quem conhece, sabe.

Eu tenho um sensor aranha. Prevejo se as pessoas são boas ou ruins, prevejo se vou ou não me envolver em uma determinada situação. Sei onde cada passo pode levar e ainda assim, por muitas vezes, eu vou. Eu pago pra ver até onde as histórias me encaminham, pra sentir aquele arrepio na espinha de quando a gente é criança e precisa, de algum jeito, saber que colocar a mão na panela quente dói; e não apenas saber na teoria.

No papel está tudo ótimo. Na vida real, também. O trabalho está encaminhado, o namoro, sem maiores problemas, na família não tem ninguém doente. Tudo está nos conformes, certinho, você não tem motivos pra reclamar. Aí surge um incomodo, de alguma dessas partes, uma inquietação. Você põe a culpa na curiosidade, você põe a culpa nos anos que deixou de aproveitar, você põe a culpa em qualquer coisa pra aliviar da razão aquilo que o seu coração já está indicando: a perfeição é chata. Bom na vida é ter problemas pra resolver. Ciúmes, neuroses e crises. AVENTURA. Pra gente perceber que é por amor que as coisas (todas) valem a pena, e só por ele. As suas certezas não são mais tão certas, você racionalmente mantém os planos, se mantém na linha, e sofre pelo desejo de transgredí-los, mas de uma certa forma, nenhuma mais daquelas coisas está  certa pra você.

A gente adia felicidade porque sabe o quanto ela pode ser perigosa para os demais envolvidos. Estar feliz,  nesses casos eminentes, em que a vida vai bem, obrigada, implica em machucar alguém, ou alguéms, ou mudar-se e fazer coisas das quais nunca nem cogitou em fazer. A felicidade, meus caros, é um dos sentimentos mais egoístas que existe. A boa notícia é que pode ser que um dia as tais mudanças na vida acabem acontecendo, de um jeito mais suave, em outra época, com outras justificativas que não serão completamente suas; e a má é que pode ser que elas não aconteçam nunca. E você continue insistindo em acreditar que ser feliz é fazer O OUTRO a pessoa mais feliz do mundo, esquecendo de si.

E deixando de lado o fato de que só se consegue ser feliz em conjunto quando se faz feliz em primeiro lugar.

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o fim.

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Esses dias escrevi aqui para uma amiga que estava com problemas no namoro. Aliás, essa frase é até contraditória, porque qual é o casal que não tem problemas no relacionamento? Mesmo que simples? Desconheço.

O duro é identificar os probleminhas dos problemões, é parar de insistir em algo que já não tem mais solução. Isso eu já escrevi aqui. A gente precisava de um workshop para o desapego, é tão instintivo e agradável amar e tão insuportável terminar, que parece que nascemos grudados com o outro. Nunca vi tanto medo de solidão assim.

O fim é sempre triste, não existe a possibilidade de gostar de alguém sem sofrer, mesmo que as brigas não culminem num término traumático. E falando nisso, homens, prestem atenção: mais nociva que a raiva e os aborrecimentos em um relacionamento é a indiferença que vocês insisitem em apresentar perante a tudo isso. Mulher é simplesmente complicada. Se você não se importa é porque não ama mais e não há espaço para segundas interpretações. Ponto final.

Você tenta conversar e não é ouvida, você tenta ligar, e não é atendida. Pede ajuda, procura entender sobre aquilo que se passa na cabeça (e no coração do outro) e nada, absolutamente NADA, resolve. Se só gostar de alguém bastasse, não teria sentido escrever nenhuma dessas linhas. Se todo mundo soubesse amara direito o mundo seria um lugar muito mais pacífico, porque amor num é só romântico e sentimental. O amor, meus caros, também é intencional, não é só uma força abstrata que corre pelas veias. Deve ser paciente,  atencioso e generoso também. E precisa se esforçar para tal.

Não conheço ninguém que goste do outro sem esperar nada em troca, isso é praticamente impossível. Por mais altruísta que você seja, o seu desejo é viver a dois, não viver POR dois. Se você cair e se machucar, vai querer aquela pessoa por perto. E essa pessoa vai querer, de todas as formas, te fazer feliz. Assim funcionam os relacionamentos bem sucedidos e é aí também que mora a ruína dos fracassados. Quando o outro finge que os seus dramas são invisíveis, ou, pior, finge que você, suas angústias, perguntas e necessidades são inexistentes é meio caminho andado para o fim. O tão temido fim.

Amar alguém é cansativo. É complicado. Exige atenção.

Se um desses pré requisitos já não está nos conformes você começa a duvidar que não é mais amor, não tem jeito. Para apaixonar-se, basta pouco. E para aborrecer-se, ainda menos.

É bom estar sempre atento ao que se vive, pra, depois, se tudo der errado mesmo poder dizer bem alto: eu tentei.

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quem nunca?

Sempre fui do time que expõem os sentimentos. Ou morro de amores, ou de dores.

Não consigo entender gente que sente uma raiva danada e fica lá, com cara de copinho, esperando ir embora a coisa ruim pra dar lugar à paz, à serenidade e à razão, com uma solução melhor para todas as coisas. Simplesmente, não dá. Tem horas que a gente precisa dar uns tapas na cara, pagar de louca xingando muito no twitter, essas coisas todas que depois a gente se envergonha. Mesmo sincericida, se teve uma coisa que aprendi nessa vida foi a buscar o equilíbrio, ao máximo. Ser extremista ou  impulsiva assim, não gerava os melhores resultados ao mesmo tempo deixar esse jeitinho pra lá não é tão fácil assim. Tenho tentado pensar antes de agir, antes de falar e, acima de tudo, deixar de comprar brigas que não são minhas; porque mulher tem dessas coisas, de ser inimiga da inimiga da amiga. Sério mesmo.

A justiça é relativa. Nunca tem um lado completamente errado ou certo por mais que a gente sempre tenha a tendência de colocar as coisas em caixinhas. Nunca existe a completa vagabunda ou a absolutamente santa. NUNCA. Há quem a gente simpatize mais ou menos, há a amiga mais antiga, o cara que a gente sabe que num presta, o caso perdido e aquela que a gente não defende nem se vier um anjo e disser amém; não tem jeito. Somos assim, imperfeitos, ninguém consegue ser cem por cento coisas boas, como manda o figurino e, dessa forma, não dá pra apontar o dedo na cara do mundo e dizer como o outro deve portar-se ou sentir-se em relação à situação xis, essas coisas acontecem e pronto, sem muitos porquês. Mágoas tem mais a ver com aquilo que esperamos que as pessoas sejam do que com aquilo que as pessoas, de fato, fizeram.

Pense nisso.

Se a gente fosse deixar de falar com todo mundo que já deu uma, duas, ou dez mancadas, já não teríamos mais amigo nenhum; perdoar em excesso é ruim, mas odiar meio mundo é pior.

Repense sempre e pondere muito antes de tocar o barraco. Eu garanto: não vale a pena.

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