Encoleirados.

Se tem uma coisa realmente feia é quando em uma relação entre pessoas maduras uma das partes chefia. E pior que ver isso acontecer com amigos próximos é perceber que para eles é assim mesmo que as coisas devem ser, tipo sacrifício, autoflagelação.

Ela não usa mais a saia curta porque ele não gosta, mudou o corte de cabelo porque o antigo era muito provocativo e não atende mais o melhor amigo no telefone porque ele tem ciúmes. E ele então? Ele não consegue mais sair pra jogar bola. Almoço com os pais é controlado por radar e se demorar mais de 15 minutos é divórcio. Acordar tarde aos finais de semana? Nem pensar. O tempo livre dele é dela, seja ele qual for. E ai dele se reclamar, quem reclama não ama. O amor não tem vontade própria, é unilateral, é escravo, quem ama faz absolutamente tudo que o outro quer (e não tudo que o outro precisa.) Só eu consigo enxergar uma contradição enorme aí? Amar não era pra ser uma coisa boa e voluntária?

Tenho pena de quem não sabe se impor, tenho pena de quem se sujeita ao outro como se isso fosse natural, porque sei que em algum momento até o cachorro mais manso ataca quando maltratado e, geralmente, o ataque arranca pedaço. De um aparente equilíbrio para um caos generalizado. Hoje não podia nada, amanhã, pode tudo. Com o fim das amarras, o fim do senso de ridículo. E por aí vai.

Há quem goste de viver em plena submissão, há quem só consiga se relacionar sendo pisado. Não cabe a mim julgar.

Mas pra mim relacionamento bom sempre foi livre. E quem tentar muito prender… Perde.

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madame.

Os anos se passaram. A mulher atingiu um grau de independência e credibilidade quase igual ao dos homens. Ainda existe o preconceito, os salários menores, ainda somos o sexo frágil, e nem sei se é certo um dia deixarmos de ser, mas parece que a cabeça de uma parte de todas essas beneficiadas modernas não acompanhou esse processo.

A mulher tem uma preocupação muito grande com o casamento, até maior do que deveria. Vocês podem me dizer que tudo isso tem relação com os filhos, com a constituição de família, com o papel da mulher como mãe e coisa e tal, mas acho que isso é cultural. A mulher ainda acha que precisa de um bom casamento, financeiramente falando, porque tem para si, no íntimo, que é necessário um plano b, caso tudo dê errado. O problema é quando o plano b se torna foco na vida e elas passam a estudar por hobby, a trabalhar porque precisam e focar, uma vida toda, desde a juventude, a encontrar um relacionamento workshop: o homem WORK e a mulher SHOP. Não seria ótimo poder ficar em casa fazendo nada e gastando dinheiro? Seria. Mas também acho que a vida seria vazia… Mesmo que esse seja o ideal de felicidade para algumas pessoas.

Se vivêssemos nos anos 50 eu conceberia tranquilamente uma situação dessas, sem me incomodar. Mas assim como a mulher conquistou seu espaço no mercado de trabalho, o homem conquistou em casa. E se um relacionamento existe para compartilhar coisas, boas e ruins, que seja. Que a gente também saiba que eles querem curtir, gastar dinheiro com futilidade, que o fato da gente ter inventado de trabalhar na vida fez com que eles se dessem bem também.

Eles não querem só trabalhar, ainda que muitos sejam ponta firme e se coloquem como chefes da casa, porque tem uns que nem se importam. Esteja preparada. E focada em se dedicar a uma vida que seja valorosa, complicada, cansativa, mas ao mesmo tempo, gratificante.

Nada melhor do que ganhar dinheiro fazendo algo que satisfaz outras coisas além do bolso. E isso, homem nenhum pode dar.

 

EU SOU RYCA!
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o amor é imperfeito.

(o vídeo do Youtube é tosco, mas a música é boa…)

“Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar
Nem luz, nem espelho,
Nem olhos pra enxergar
Acho que sou alguém
Que nunca vai mudar…”

É extremamente difícil, pra maior parte das pessoas, admitir que tem algum problema, qualquer um. Dos mais simples, aos mais extremos. Geralmente, toda a ação ruim é consequência de alguma outra ação, de terceiros, obviamente, que ocasionou qualquer tipo de exacerbação. A grosseria, a ignorância, o fato de ter perdido a cabeça numa situação simples é completamente justificável, sempre, sem qualquer parcela de culpa própria. Os desequilibrados são sempre os outros, os sem razão, sempre os outros.  Escuto muitas pessoas admitirem que exageraram, mas nunca dizerem que também tiveram aquela culpa no cartório, que a traição ou a briga homérica também foi consequência de algum erro próprio, anterior a todo o caos que se sucedeu.

Gostamos der pensar que somos imutáveis. Gostamos de ter sempre a razão sobre coisas que até sabemos, lá no fundo, que estamos fazendo de um jeito completamente torto, mas é o NOSSO jeito. Não importa quantos sejam os argumentos, as lágrimas, as justificativas, estamos lá, impassíveis. Para que afinal assumirmos uma culpa que nem sequer foi nossa? Ou melhor, que foi nossa, mas que só aconteceu porque o erro maior foi DO OUTRO?

Num relacionamento, NADA, em absoluto, acontece por acaso. Duvido que existam mulheres que não saibam que são traídas, por exemplo, ou homens que não saibam que estão magoando uma mulher. Duvido que alguém de fato desconheça algo que aconteça bem debaixo do próprio nariz. É que geralmente é muito mais fácil agir assim que pensar que também temos nossas parcelas de culpa, como já diria o Pequeno Príncipe, “somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos.” Quando uma briga acontece prefiro pensar que ninguém está completamente certo ou errado, porque, de fato, não está.

Quem busca razão em todas as situações acaba magoando o outro por ser cego; parece que nada, nem o amor, supera à logica. É o egoísmo agindo no lugar de outros sentimentos mais nobres que deveriam existir.

 

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não depende de nós.

Uma amiga leu um livro que falava sobre a auto-estima. O autor afirmava que aquilo que sentimos em relação a nós mesmos é baseado em coisas que acontecem de verdade na vida da gente, nas nossas não-frustrações. Por muito tempo achei que auto-estima era questão apenas de ponto de vista, do modo como você encara a sua vida e as coisas ao seu redor, mas isso não necessariamente acontece. Se você trabalha, tem retorno financeiro por isso e, de quebra, é elogiado, começa a acreditar que é bom no que faz. Reação baseada num fato. Se você se relaciona com alguém, obtém um retorno positivo, uma ligação, um SMS ou coisa do tipo, acredita que agradou o outro. E passa a ser convicta de que relacionamentos valem a pena, funcionam e continua investindo para que eles dêem certo. Se não, acha que o problema está em você; é a ordem natural das coisas.  A questão é que quase nenhum aspecto da vida depende única e exclusivamente das nossas atitudes. Relacionar-se ou trabalhar não depende exatamente só de você.

Quantas vezes você já se sentiu inadequado? Perguntou por aí o que faz de errado? Por que ninguém te liga no dia seguinte, por que nenhum emprego te dá retorno, nenhum estágio funciona? Inúmeras, não? E isso tudo se aplica a muitas outras áreas da vida, aos amigos, à família, nos aspectos religiosos… Enfim, tudo no mundo é uma combinação daquilo que você faz com aquilo que os outros fazem. Às vezes, não existe um problema com você. Às vezes, foi o tempo e o espaço que não contriubuiram para que tal coisa acontecesse; a pessoa não era aquela pessoa, a oportunidade não era pra ser, aquela não era a vida destinada à você. Sim, eu sou clichê, eu acredito em destino. Na verdade, acredito em algo chamado predestinação, mas isso é assunto para outro post. O que eu quero dizer é que a sua auto-estima é mesma baseada em fatos, mas você  não deve se sentir 100% responsável pelos seus fracassos. Achar que quem luta sempre consegue e quem corre atrás sempre conquista, tem sentido. Mas não vale  se menosprezar quando as coisas não funcionam, porque NEM SEMPRE, quem acredita sempre alcança. Mas, é claro que o sol vai voltar amanhã.

E haverão ainda um sem número de chances para ser feliz. Basta não desistir.

UPDATE>>

A leitora Ana, (@ana_cherrylips) recomendou uma música que tem TUDO a ver com post! Aí vai:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=s4Rax2PXiWA]

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