Ídolos politicamente corretos

Pegando carona no post anterior e após ler o comentário da Lette (que eu achei super sensacional) achei uma notícia no G1 que me fez virar fã do trio sensação do momento, o Jonas Brothers.

Antes disso, acho que talvez tenha sido mal interpretada no post anterior. Não estava criticando a castidade do padre, coitado! E sim o fato dele não poder casar…O que são coisas diferentes! Acho que a pedofilia em instituições religiosas e outros distúrbios relacionados à sexualidade podem vir SIM dessa repressão e sacrifício imposto pela igreja católica. Afinal somos todos humanos…

PERMANECER casto e não contrair família não é bíblico e sim institucional e deveria partir de uma decisão pessoal. Claro, se os padres optam por ser padres isso faz parte do pacote e não sou eu quem vai mudar nada, nem quero! Mas por que pastores podem casar e padres não? Mera questão histórica colocada pelo homem. Que eu acho que deveria ser revista DE FATO.

Mas falando sobre o assunto deste post os Jonas Brothers, assim como a Miley Cyrus, que faz o seriado Hannah Montana, resolveram adotar um assessório pra lá de moderno e polêmico: o anel da castidade. Acho que essa é a primeira vez que vejo um grupo de jovens famosos defenderem uma coisa dessas, tão desvalorizada pela minha geração.

O portal G1 explica ainda que a idéia dos “anéis da pureza” nasceu nos Estados Unidos no início da década de 90 com o programa True Love Waits, que prega a abstinência sexual até o casamento. O projeto, que percorre escolas e instituições ligadas à juventude, começou na Igreja Batista e depois foi adotado por diferentes crenças em mais 13 países.

Admiro os mocinhos, mas a Miley Cyrus me surpreendeu. Não foi ela quem tirou fotos pra lá de sensuais que circularam pela internet?

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Rei do pop gospel

Sou evangélica.

Num dos bate-papos depois da meia noite que frequentemente acontecem durante a semana na minha casa de São Paulo fiquei surpresa ao ser apresentada a um “padre pop”, lin-dis-si-mo e que canta bem pra caramba.

Reforço que sou evangélica. Esse padre deveria poder casar.

O padre Fábio de Mello é muito questionado. Com pinta de galã de novela da Globo e um olhar de matar solteiras por aí afirma manter sua castidade e pureza mesmo em meio as beatas frenéticas que fazem corinho de “LINDO” toda vez que inicia uma nova canção. E mais: batina no palco nem pensar! Fábio usa camisas da última moda, colares, anéis e cabelinho arrepiado (além de ser uma simpatia no palco. )

Se no lugar de “Jesus” colocarmos “Gabriela” algumas de suas canções viram verdadeiros hits românticos, e eu sinceramente o admiro profundamente por tentar ser diferente em meio à uma Igreja Católica às vezes tão atrasada em seus ideais…

A nossa discussão caseira se iniciou porque uma amiga está tendo um caso com um padre. Não revelo nomes. Talvez seja a hora da igreja católica repensar se ainda é prudente manter uma regra criada na idade média em tempos de pedofilia, homossexualismo e padres galãs everywhere.

Para saber mais:

http://www.fabiodemelo.com.br/

Para ver pra crer:

http://br.youtube.com/watch?v=aTtYuvkJ_6s&feature=related


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Chutando o balde

Sei que sou meio boca dura.
Na infância e principalmente na adolescência nunca levei desaforo pra casa, e ainda não levo. Mas na realidade, meu problema não são os desaforos, são as coisas que as pessoas querem dizer e não dizem, o que me ofende muito mais do que se as coisas fossem ditas com todas as letras.

Posso explicar melhor.

Não tenho a menor sorte com empregos. Meu primeiro estágio, quem acompanhou de perto sabe, se misturava a vida pessoal da minha chefe. Eu era uma espécie de secretária pessoal/office boy com ênfase em jornalismo, vamos dizer assim.

Quando mudei para o Diário, acreditei que existiria mesmo uma mudança. E houve. Meu salário que era sempre pago em dia pela Prefeitura, passou a atrasar semanas. E os sapos, sempre presentes, não era mais engolidos de pernas abertas, mas acompanhavam um apimentado molho chili que me dava indigestão.

Sem maiores analogias, trabalhar no Diário é como ser livre e presa ao mesmo tempo. O tempo é curto, a demanda é longa, a supervisão, mínima e as cobranças as-tro-nô-mi-cas. Quem nunca se sentiu incompetente deveria fazer um workshop aqui, é ótimo para quem já pensa em cortar os pulsos só por morar em São Paulo.

Falta pessoal, falta incentivo e falta comunicação – item interessante para quem atua nessa área.

Esse é meu post inaugural do novo blog porque meu sentimentos são indissociáveis daquilo que eu escrevo e é impossível falar sobre mim sem saber o que está dentro de mim.

Sou complicadissima e divertidissima também. Adoro fazer rir, principalmente da minha própria desgraça.

Sinta-se à vontade.

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