Toda amor.

Essa história de ser 100% visceral tá acabando comigo.  Meu estômago, minha cabeça e meu coração não vão aguentar passar dos 30 se tudo que eu viver for tão intensamente vivido assim; apatia é algo que me brocha. O tico e o teco precisam retormar suas posições na fisiologia do meu corpo, porque do jeito que tá, tá complicado de viver.

Estar entre os extremos é sempre perigoso. Li em algum lugar, provavelmente no fotolog da Lette, algo sobre exageros serem o veneno da alma. E são. Ser muito intensa em tudo é terrível, mas ser racional e calculista diante dos momentos que é necessário gritar, chorar, vibrar… Não dá. E isso vale pra tudo.

Essa semana eu exagerei nos surtos, talvez pela TPM. Se eu não tenho emoção na vida eu invento uma. Se você foi uma vítima do meu confuso coração e me conhece faz algum tempo, já está acostumado. Eu vivo disso, eu vivo assim. Ces’t la vi cherrie, ame ou odeie.

(sou um docinho de coco quando eu quero também.)

Meu arrependimento instantâneo está sempre no mode ON, mas quando eu caio na real já disse tudo, já maldisse tudo, já desdisse tudo, já fiz tudo do jeito que não deveria ser feito. Ô impulsividade descontrolada. Pra ser meu amigo tem que entender isso e saber que no dia seguinte nada mais importa. Dia novo, vida nova, surtos novos. Muito simples na cabeça de uma psicopata social como eu.

E como disse Platão, e a minha querida Júlia no blog dela, o amor é um grande distúrbio mental. E eu, meus caros, sou toda amor. Sinto informar-lhes.

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Paixão gratuita…

Achei que já estava calejada de frustrações. Achei que nenhuma decepção amorosa na vida ia me fazer sentir um lixo de novo e achei que não ia me apaixonar gratuitamente por qualquer ser humano incrível dessa vez. Pelo menos não dessa vez.

Um amigo insistia há meses para eu conhecer um amigo dele que era “a minha cara”. Resisti bravamente. Não porque eu não acredite que as pessoas possam se relacionar com desconhecidos via internet, mas é porque gosto mesmo do método tradicional de olho no olho, conversas ao pé do ouvido e tudo o mais.

Uma hora ele tanto fez, tanto disse e tanto blá blá blá que me convenceu. É claro que antes eu já havia dado uma sondadinha no orkut do moço. Não fazia meu tipo, ganharia mais um amigo de bar, okay, vamos à luta.

Em tempos de desemprego tudo que eu ando fazendo é passar horas na frente do computador, e assim fiz por uma semana. E foi esse o tempo insano de me entregar completamente, de saber problemas, de desejar mudar a vida do outro, de querer ir até São Paulo só para arrancar um sorriso despretensioso, um jantar, uma noite de risadas fáceis. E eu fui. E jamais deveria ter feito isso.

Foi uma noite excelente, um despertar melhor ainda e uma viagem agradável. Mas de semelhanças mesmo, não tínhamos nenhuma. Eu gostava de pagode, ele de rock, eu não suportava peixe e ele amava. Tudo contornável quando se tem amor (mas não tinha.) E eu, vítima fácil das paixonites indevidas, já tava fazendo planos pra vida: quanto mais impossível, improvável e nada a ver mesmo a pessoa, melhor. Tendência autodestruitiva? Chame como quiser.

A verdade é que não deu certo. Brigamos online por mais outra semana e já sabíamos desde os 30 primeiros segundos ao lado um do outro que havia alguma coisa errada, que não iria rolar. Mesmo com todo o desejo latente de se envolver, mesmo com toda a admiração pela vida um do outro, mesmo por não conseguirmos não nos ver quando ele vem pra Santos nas folgas… Sei lá. Não tinha a tal da química. Problema mesmo é querer estar ao lado sem estar junto, o coração num entende que é só pra ser uma amizade.

Fazia tempos que eu não conseguia escrever nada realmente bom, não tinha motivos pra isso. E estranhamente, no desconhecido que eu insisti tanto para não conhecer… Encontrei sabor para os meus dias. Agora me diz: não é pra morrer de medo de morrer de paixão?

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Rebobinando…

Resolvi parar de viver de passado, mas a minha vida não quis assim.
É incrivel como vira e mexe a gente esbarra em algumas histórias que gostaria de esquecer ou que simplesmente nem conseguia mais lembrar.

E das palavras surgem também os sentimentos, vem tudo à tona, não tem como conter. É quase como mexer num vespeiro, sem qualquer medo de ser atacado, mesmo sabendo que cada uma das feridas vai doer – e muito – depois.

E quando não houve mágoa então? Nem traição? Nem reais envolvimentos? Piora tudo. A coisa fica com gosto de esperança. E se tudo desse certo? E se agora estivermos mais maduros? E se éramos pessoas certas, mas na hora errada?

Todas suposições sem fundamento. Ou melhor, fundamentadas em algo impossivel de controlar: nossos sonhos.

De ser feliz, de viver novos ares…Sabe se lá o que.

Simples assim.

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Bolo de Caneca

Para os dias chuvosos, preguiçosos e miados…E para os dias gordinhos também!

FAÇA NAQUELAS CANECAS GRANDES, OKAY?????

Depois de 3 minutos fica assim:

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BONITO, MEIO BORRACHUDO…MAS GOSTOSINHO!

Ingredientes:
– 4 colheres de sopa de farinha
– 4 colheres de sopa de açúcar
– 2 colheres de sopa de chocolate em pó (como eu não tinha derreti 4 quadradinhos de chocolate de culinária)
– 1 ovo
– 3 colheres de sopa de leite
– 3 colheres de sopa de óleo

Preparação:
Juntar a farinha o açúcar e o chocolate e mexer.
Adicionar o ovo e mexer com um garfo.
Por fim junta-se o leite e o óleo e mexe-se de novo.
Levar ao microondas em potência máxima durante três minutos.

Receita e imagem do blog Comidinhas da Miss.

=P

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Tudo mentira

Ontem foi um dia bem cheio, daqueles que eu adoro. Tinha tantas coisas para fazer que não conseguia executar nem a primeira tarefa da lista; com a cabeça a mil, é muito muito muito difícil priorizar. Sou um terror com prioridades.

Lá pelas 4 da manhã, pós show da Martin’alia,  com mais uma insônia daquelas de dar inveja a qualquer terapeuta, me dei conta que tudo na arte tem a ver com amor. Livros, filmes, músicas – essas principalmente – são sobre amor. E aquele papo de que e vida imita a arte poderia ser bem verdade, mas não é.

Finais felizes e coisa e tal, homens que se dão conta antes do final do dia que fizeram uma cagada homérica e vem correndo – e arrependidos – para o braço da mulher amada não existem. No way. A vida real tá mais pra get over it, do que nunca. Se deu errado, é porque não era pra ser, conversar sobre as brigas, resolver as diferenças, não pisar mais no calo alheio… Tudo coisa para seres irracionais: com tanta gente no mundo, pra que correr atrás de uma pessoa só?

Vamos combinar que é cansativo, sem tesão e nos dá uma sensação de infelicidade que não queremos sentir.

De um dos amores mais sinceros que eu tive ouvi a triste realidade, “a vida não é como nos filmes”, e de fato, não é.

Comédia romântica só na seção da tarde. A nossa comédia, querida amiga Laila, é dramática.

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Procura-se

Alguém que eu não conheço comentou no meu post sobre a Solteirice. Fiquei intrigada.

Como geminiana, jornalista e tudo o mais, sou muito, muito, muito curiosa. O comentário sem rosto definido tinha um link, nem pensei que poderia ser um vírus, fui logo clicando desenfreadamente como sempre, “no regrets”, bem no jeito Ericka de ser.

Felizmente o link me levou para um blog bem interessante e divertido e para um post ainda mais interessante, divertido e curioso, que, em poucas palavras, falava sobre a insatisfação das mulheres em relação aos homens e o que elas procuram neles ao longo da vida. Pensei nos meus relacionamentos passados e me enxerguei  naquelas letras. Posso até me enquadrar no grupo daquelas que atualmente procuram um homem estável, embora estabilidade para mim soe como uma coisa monótona e sem graça.

Chega de monotonia e sem gracisse.

Pegando o gancho do texto e de uma conversa que tive ontem com uma das minhas melhores amigas, as mulheres só querem algo avassalador e decente. Perturbador, mas constante. Podem parecer palavras opostas, como o comentarista misterioso do meu blog disse sobre “Solteirice e Tédio”,  mas não são. E se não for pra morrer de amor e continuar vivendo, prefiro continuar sozinha e feliz.
Coisas mornas me fazem vomitar.

Para ler ouvindo:  Segredos – Frejat

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=DrXa82roFS0]

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Dias de verão…

A avenida da praia parecia o deserto do Saara. Entre as ondas de calor vindas do asfalto on fire passavam pedestres, banhistas e motoqueiros alucinados por entre os carros.
A gritaria chamou minha atenção. No ponto de ônibus lotado uma mulher alucinada disparava barbaridades sem fim. Comecei a ouvir também. O motoqueiro olhava para os lados nervoso, obviamente procurando um buraco para o outro lado do planeta, bem longe daquele auê. A multidão foi ficando tão maior que até o balconista da padaria e o moço que consertava a fiação da TV à cabo pararam pra ver.
Ela gesticulava frenéticamente, jogou o capacete no chão, pegou o capacete, amassou alguns papéis, cuspiu na cara dele e nada. Ele continuava inerte, com o restinho da dignidade que ainda lhe restava.
Os motoristas, emparelhados, começaram a comentar. A mulher foi ficando vermelha, falou em gravidez, falou em traição, falou da mae, da sogra, falou da lua de mel em Ilhéus, do sonho da casa própria, da loira vadia de vinte e poucos anos, até da festa de formatura da faculdade ela falou.
Chegou a polícia, chegaram os bombeiros, chegaram os caras da CET. Ninguém teve coragem de fazer nada.
Ela falou em se matar, empurrou ele da moto. Ele caiu, mas não fraquejou. O sinal abriu, os carros emparelhados foram obrigados a circular e a minha curiosidade seguiu o fluxo. O circo armado continuou lá.

Com certeza, ela sofre até agora.

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Tédio e solteirice…

Não, eu não estou em depresão… Rs…
Estar solteira tem muitas vantagens, claro, mas também muitas desvantagens.
De repente você não tem mais ninguém pra dar boa noite, as mensagens recebidas no celular são só da operadora e os programas de índio ficam sem companhia fixa.
Falta um sabor na vida, o famoso frio na barriga. Chega a ser insuportável.
E mais insuportável ainda é pensar nos possíveis pretendentes (quando se tem pretendentes) e perceber que eles não dão a mínima pra você. Nos finais de semana eles vem cheios de graça, mas nos 15 dias seguintes nem lembram da sua existência.

Gostar de alguém é gradativo, é complicado, é cansativo e totalmente necessário. Acho excelente poder dividir pensamentos, medos, alegrias. Acho fundamental dividir.

E sinceramente ando carente de divisões, viver sozinha é entediante. Será que eles, assim como eu, pensam que viver comigo também deva ser… Sem graça?

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Emocionalmente míope

Não podemos evitar as expectativas. Quando a gente menos espera elas estão lá, insistindo dentro da gente para serem realizadas com uma urgência de enlouquecer até os mais preparados.

Depois de muito tempo sem ter vontade de escrever, minha criatividade continua zerada. Essa é uma das poucas vezes que não consigo crair um bom texto mesmo infeliz: as frustrações são um verdadeiro combustível para as palavras. Talvez, tenha passado tanto tempo chateda que não consigo dar a volta por cima, os últimos quatro anos realmente deixaram a desejar.

Uma vez me disseram que a alegria é uma coisa passageira. O que deve durar é o contentamento, esse é o estado de espírito. É quando mesmo diante de toda a adversidade conseguimos enxergar o lado bom e nos alegrarmos com ele. É entender que tudo tem um por que, mesmo quando está ruim.

Talvez eu precise  aumentar o grau dos meus óculos para começar a enxergar algumas coisas melhor.

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Desabafo comum

Gosto de dar conselhos, mas em relação a minha própria vida sou um poço de indecisão. Não sei se vou, se fico, se trabalho, se junto dinheiro e gasto, se viajo, se tiro minha carta de motorista em São Paulo, se tiro em Santos, se espero pra tirar quando arranjar um emprego, se como pizza ou lasanha, se vou no médico durante às férias, se respondo as mil trezentas e quarenta e três mensagens diárias que a minha mãe manda, se leio o TGI, se finjo que ele não existe até terça-feira que vem, se como batata recheada com requeijão apesar de não ter 20 reais sobrando para futilidades… UFA!

Acho que preciso de pessoas para conversar.

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