nem sei.

3 horas da manhã de domingo e o sono não vem. A vida vai bem, o coração vai bem, a faculdade vai bem, tá tudo bem. Até as crises de feiura andam bem, me habituei com as olheiras do cansaço da semana, o sorriso metálico que não deixa eu fechar direito a boca, as unhas que eu mal termino de fazer e já estrago com um tubo de cola de sapateiro e uns 3 ou 4 potes de tinta. Me habituei com a ausência de mensagens acaloradas no celular, com os amigos distantes, com o sobe e desce Santos – São Paulo, com pensar mais em mim do que em qualquer outro ser vivente na face da Terra, com as companhias zumbis das noites e noites que eu passo online.

Quando eu fico assim, nessa inércia toda, nem angustiada, nem alucinada, mas tranquila, eu não costumo escrever. Preciso me forçar, como estou fazendo agora, a colocar algumas palavras no papel. É bom falar sobre aquilo que não tem porque ser dito, é bom escrever pra desabafar, mesmo que eu não tenha exatamente nenhuma temática específica pra divulgar.

Ninguém me disse que a vida seria sempre uma loucura só. Eu adoro uma loucura, claro, mas ficar assim…Quietinha, na minha, cheia dos segredinhos… Tá bem bom, sabe?

Até tenho uns rolos aqui, outros ali, uma prova amanhã que vai me queimar os neurônios, uma balada no final de semana que vai me encher de cachaça, algumas expectativas tolas, uns medos piores ainda… A mesma Ericka só que naquele clima de rotina meio morno, se é que vocês me entendem.

E assim, meio sem porque, do mesmo modo que eu comecei a escrever esse texto… Vou terminar. E cair na cama, fingir que estou profundamente exausta e me preparar pra mais um ciclo de mesmices que vai se iniciar.

Sabe que mais desse mesmo não anda me deprimindo?

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