o rolinho de 7 anos.


Dizem que depois dos 30, nós, mulheres, voltamos aos 15. Estamos tão ranzinas e exigentes em relação aos homens e as demais coisas da vida que, simplesmente, desencanamos. Ficamos tão focadas em manter o corpo e a conta bancária nos eixos que direcionamos todas as nossas forças para o trabalho – e paramos, a partir daí, de nos preocupar com o amor como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Como se fôssemos conhecer um cara incrível, assim, na esquina. No baile de debutante da Claudinha que vai ser no final de semana que vem. Como vivíamos quando éramos adolescentes.

Quem chegou aos 30 comprometido não consegue se conformar com quem está só e, quem está solteiro, passa a ficar incomodado com os planos dos compromissados. De repente,  todas as nossas novas relações sociais passam a ser intermediadas por alguém; é o fulano que trabalha com a beltrana, o cicrano que fez inglês com o primo, o sobrinho do cara da academia, etc, etc, etc. O clássico “meu amigo quer te conhecer” ganha força. E a resposta automática “não estou interessada” , mais ainda.

Não estou falando que o problema é unânime. Nem que a causa de tudo está nos tão temidos 30 anos. Nem que isso seja um problema, afinal. Mas via de regra, notamos uma mudança de comportamento nessa faixa etária, quando já não somos mais tão imaturas e quando, muitas vezes, optamos por nos prender a outras áreas da nossa vida.

Nos momentos de carência e na pura falta do que fazer repetimos as mesmas figurinhas. Ficamos com aquele carinha que a gente nunca gostou muito, mas que não é de todo ruim. E contraditoriamente, morremos de vergonha de mandar aquele SMS pro sujeito interessante do bar que conhecemos na noite anterior, ou nunca assumimos gostar mesmo de um casinho ocasional – lidar com os nossos sentimentos aos 15 já não era fácil – mas tudo agora parece um desafio ainda maior.

Hoje compreendemos a dor e a delícia do que os nossos impulsos podem causar.

Quando fazemos as contas, já estamos há 7 anos no chove num molha, nem lá nem cá, nem solteiras, nem sozinhas. Num rolo eterno e sem definição que, às vezes, incomoda. Principalmente quando começamos a acreditar que é isso que nos resta, que não temos mais opções disponíveis.

Podemos deixar o amor de lado por muito tempo – mas não ignorá-lo para sempre. Uma hora, essa ausência de laços cansa e a gente se pergunta: será o meu futuro igual ao de uma solteirona cheia de gatos?Até pode ser.

O que não dá é pra ser uma solteirona com medo de sentir.

E falando sobre isso, você já mandou seu SMS cheio de coragem hoje?

Eu já.

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4 Comentários

  1. Amiga, cheguei aos 30 e resolvi me livrar de todos esses rolinhos eternos que não iam mesmo dar em nada… Decidi que se o destino é criar gatos sozinha, que seja realmente sozinha, sem esses pseudorrelacionamentos que só desgastam e dão mais dor de cabeça do que prazer… Então, a resposta da última pergunta do texto é “não tenho pra quem mandar o tal SMS cheio de coragem!” rsrsrs

  2. Adorei o post, e sinceramente espero chegar aos 30 (tenho 24) com um caso que pelo menos seja sério, diria mais, noiva pelo menos. Não gosto da ideia de ficar solteira com vários gatos em casa não, se a vida for assim, que pelo menos eu fique rica e viva viajando pelo mundo e de preferência eu more em Paris que é meu sonho rsrs. Quanto ao torpedo de hoje, por que a pessoa aqui faz a burrada de deletar o número do celular do gato, em um momento de insanidade mental da pessoa que ainda balança as estruturas? Eu não sei, infelizmente!

  3. HAUHAUHUAHUAHUAHUAHUAH!! ADOREI BIANCA! Todas nós já fizemos essa burrada, gata, faz parte! Mas na próxima dá aquela forcinha pro destino…vai que, né?

    Um beijão! E obrigada por comentar! =D

  4. Simone, melhor não ter ninguém pra mandar SMS que ter várias pizzas frias na geladeira pra requentar, né? HAUHUAHUAHUAH… Vamos abrir esse coração (e esse estômago) para novos menus!! Quem sabe??? Um beijão! E valeu pela visita!

    =D

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