às vezes você tem razão.

Se você é um daqueles ciumentos inveterados que dá chilique por qualquer telefonema, esse post não é pra você. Mas se por acaso, de uns tempos pra cá, você foi mordido pelo bichinho incômodo do ciúmes, meu caro, gostaria de dizer que às vezes, não muito raramente, temos razão de nos sentir assim.

Sentir ciúmes de alguém não é doentio, errado, não é de todo incorreto. É natural. E se a coisa foi meio repentina, ocasionada pelas mensagens que não param de chegar, pelos atrasos, sumiços ou recados suspeitos no Facebook, por exemplo, é melhor ficar atento. E pensar porque diabos estamos assim… Tão inseguros. Seria paranoia? Seria excesso de amor? De cuidado? Costumo dizer que quem procura acha… E quem nem precisou procurar pra começar a se incomodar aqui e ali, talvez tenha mesmo motivos para desconfiar.

Aliás, confiança. Essa é a palavra de ordem de quem se sente atacado por um ciumento e  a primeira coisa colocada em questão durante uma crise de relacionamento. “Você não confia em mim?” – ela diz. Confia, claro. Mas não é por confiar em Deus que deixamos a porta do nosso carro aberta na Sé, certo? Melhor prevenir que ser corno. Que remediar. Ou que ficar se sentindo enganado por histórias não amarradas e por uma passado que condena sim, como não? Se você não viveu nada na vida digno de se envergonhar, ando vivendo bem pouco por aí. E não aprendeu nada.

Não surte. Não ameace. Não suma ou faça birra. Não volte aos 6 anos de idade e faça bico. Mas abra os olhos, os ouvidos. E questione, sempre. Se uma boa conversa não eliminar aquilo que o coração insiste em dizer que está errado, confie.

Às vezes, coisas ruins acontecem. E não tardam.

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