Da amizade verdadeira.

Há muito, fiz um texto para uma amiga especial que ia tornar-se engenheira, casar-se e vivia um período de muitas expectativas, ansiedade e mudanças.

Sou uma pessoa suficientemente emotiva para preferir colocar os sentimentos no papel que dizê-los ao vivo, visto que, salvo raríssimas exceções, me derramo em lágrimas ao declarar o quanto gosto e me preocupo com alguém. Dessa vez, interrompendo os sentimentalismos relacionamentais e os conselhos amorosos que tanto aparecem nesse blog,  vim falar de um amigo que já foi relatado nessas linhas, mas que nunca foi homenageado como deveria. Hoje, em seu aniversário de 25 anos, com um quarto de século, de vida e de quase o mesmo tempo de amizade e muita história para contar, gostaria que ele soubesse que entre a fotografia, os livros, e as risadas muito foi ensinado, dito e comprovado sem que fosse preciso dizer uma única vez o quanto o que temos é especial.

Por todo o tempo partilhado durante as férias que nos renderam vídeos bizarros, quilos ingeridos deliberadamente e queimaduras de sol. Pela viagem inesperada, impensada e cheia de aventura. Pelos dias de compra no shopping, pelas piadas com humor negro, pelas corridas na praia seguidas de churros e por muitas outras coisas que nem consigo recordar agora, muito, muito obrigada.

Por ter feito parte da minha infância, juventude e ainda estar aqui na minha vida adulta.

Por ser um amigo que eu posso contar em toda e qualquer hora, por entender de informática e ser paciente, pelas cervejas/vinhos/vodkas e chocolates. Por saber quem eu sou e não se importar com isso, por entender minhas breguices, pelas caronas, baladas e personagens estranhos que cruzaram nosso caminho, pelos filmes cafonas de menina comentados no cinema, pelas crises de riso, confissões, horas de conversa, de conselhos, pelo carinho desprendido nada piegas, daquele jeito que só você sabe como funciona. Por ser o padrinho de casamento mais querido (antes mesmo de eu casar), por ser considerado o melhor amigo de muitas outras pessoas e conseguir dividir as atenções, o tempo e principalmente, por não se irritar quando, nem sempre, conseguimos fazer os programas mais incríveis durante final de semana (ou quase isso.)

Ainda que você ache todas essas palavras bregas e que digam por aí que não existe amizade verdadeira entre homem e mulher, estou aqui para provar o contrário e dizer:  parabéns, Mascia! Que um dia eu consiga retribuir pelo menos metade de todas as coisas bacanas que você fez por mim!

E como você disse uma vez… Por esses e muitos outros anos de risadas que ainda estão por vir!

Feliz Aniversário,

Ericka.

 

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