o fim é bom.

Terminar um namoro é chato, eu sei. Já comecei e terminei tantos relacionamentos que acho melhor não falar sobre isso assim, tão publicamente, embora quase todas as minhas experiências amorosa malucas tenham passado por esse blog.

Embora fiquemos sem chão e tudo pareça sem graça, a gente sobrevive. E a confusão de sentimentos entre a raiva e a tristeza também passa, acreditem.

Ninguém nasce grudado com outra pessoa e, no final da vida, acabamos mesmo sozinhos, é fato, é natural, é assim que são as coisas. Esse não é para ser um post depressivo e também quero que ele passe longe da auto-ajuda. Vamos ser práticas e  lidar com constatações: o que importa na nossa história não são os planos que não realizamos, já que é aquilo que a gente viveu que ensina, que faz crescer.

Chega de lamentações, chororô de saudades, culpa ou qualquer coisa parecida. Enquanto perdemos tempo sofrendo, deixamos de enxergar o resto do mundo e a vida passa rápido. Não dá pra ter preguiça de recomeçar.

O mundo está cheio de possibilidades, lugares, pessoas e experiências bacanas, não precisamos e também nem é desejável, viver apenas um pouquinho delas. Se a gente se limita nunca se encontra. Nunca forma um conceito sobre aquilo que precisa – só sabe se é bom ou ruim, bonito ou feio. Isso tudo é muito raso. Precisamos aprender a analisar os efeitos das nossas atitudes e decisões, suas causas, consequências, precisamos aprender a buscar o que importa e não exatamente o que nos agrada. Aliás, mais pra frente a gente pode até descobrir que o que agrada não fazia bem. Era só uma ilusão que tínhamos de algo que havíamos nos habituado.

O primeiro amor a gente não esquece, é fato. Mas depois dele surgem outros incríveis, melhores, piores e assustadoramente diferentes do que um dia imaginamos pra gente. Sério que você vai preferir se fechar?

O mundo muda, as coisas mudam e não dá pra ficar parado, sofrendo, esperando a vida passar e as coisas virem até nós. Como diz a música do Rappa: “navegar é preciso, se não, a rotina te cansa”. E desgasta. E sufoca também.

O fim é bom, minha gente, faz parte. O fim significa a possibilidade de novos começos e não há nada melhor que se renovar. Aliás, não é isso que somos obrigados a fazer todos os dias?

Tudo é passageiro. Portanto, nada de se apegar ao que já não era assim… Tão bom.

E pior ainda: insistir nisso como se, de fato, fosse.

Vai dar tudo certo.

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