chove e não molha.

Já é sabido que a internet deixa as pessoas mais abusadinhas na hora da conquista, até porque, nesse mundinho virtual você pode inventar mil coisas a seu respeito e chegar até mesmo a acreditar em todas elas, seja para o bem, seja para o mal. Como somos humanos e sem limites, quem é casado consegue um amante, quem não namora encontra um noivo, tem 3 filhos e casa em duas semanas e, óbvio, quem quer, se diverte.

Temos aí um um sem número de redes sociais, programas e dispositivos que se não foram destinados à pouca vergonha, são utilizados para tal. De clube online para pular à cerca ao  Chatroulette, há MSN, Skype e mais um sem número de plataformas que podem ser conduzidas para o lado negro da força, se é que vocês me entendem; sexo por telefone é coisa do passado.

O que provoca a indignação das pessoas e ameaça a família brasileira não é o fato dessas coisas acontecerem aos montes, todos os dias, bem pertinho de você. Ok, o ser humano é podre e todo mundo sabe. O problema é esses relacionamentos nunca saírem do plano virtual para o real. Das pessoas serem ferozes, vorazes e calientes via sms, via ondas virtuais, só que no dia-a-dia, não.

Tenho uma amiga que vive uma situação super proibidona com um colega de trabalho no qual o sujeito provoca, estimula, mostra tudo (li-te-ral-men-te), mas na vida real… Nada. Um frouxinho de tudo, que sorri e acena, mas num chama pra marcar gol. Provoca e depois foge da moça, um drama. E não são vocês homens que vivem reclamando que a mulherada agita pra depois ficar fazendo charme? Olha aí como a coisa não é bem assim. E essa história, é claro, tem muito mais complicações das quais eu posso falar em outro post, mas o que estamos tratando aqui, caros leitores, é desse chove num molha que acalenta os corações brasileiros à distância, mas que ao vivo… Só saudades. E os dois envolvidos nessa história trabalham juntos, se conhecem e o moço foge do diabo como quem foge da cruz, num chama a moça nem pra tomar café e age como se nada estivesse acontecendo.

Complicado.

Eu acho que tudo é, no final da contas, uma questão de insegurança. Medo de decepcionar ao vivo, medo de se confrontar com um bom resultado e se envolver em algo que talvez não esteja preparado, medo de perder outras coisas como independência, amizade, sabe-se-lá o quê, ou molecagem, lógico. Quem não adora saber que é desejado por alguém?

Que atire a primeira pedra.

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