a alma do negócio.

Na faculdade não me ensinaram a lidar com pessoas invejosas. Não me ensinaram, também, a vender boas pautas ou a me posicionar de forma correta perante um líder que abusa do seu poder. Não disseram como valorizar meu passe, a cobrar corretamente por um serviço ou a escrever coisas das quais eu nem sempre concordo. Essas e muitas outras lições eu aprendi a duras penas, às vezes, a contragosto e continuo aprendendo, continuamente. Principalmente a não me envolver tanto e a não acreditar que as pessoas tem sempre boas intenções.

Não é fácil lidar com gente. Não é fácil lidar com dinheiro. Quando juntamos os dois e acrescentamos altas doses de orgulho e ego, complicamos ainda mais as coisas. Chefes intolerantes, trabalhadores exaustos. Horas no transporte público, horas no trânsito conturbado – que deixou de ser exclusivo das grandes capitais – e horas, muitas horas, que deixamos de dormir mais um pouquinho ou fazer alguma atividade que nos dê alguns minutos de relaxamento. E só. Só isso bastaria para sermos melhores.

Felizes são aqueles que conseguem reunir o melhor dos dois mundos, o trabalho e o lazer, em uma tacada só. Mas dizem que é impossível, afinal, ser feliz o tempo inteiro.

Não sei qual é a dificuldade que as pessoas tem de mudar. De quebrar paradigmas, protocolos, sistemas que já não funcionam mais. Exceto em se tratando da morte, nada é irreversível. Não sou uma empreendedora nata, uma microempresária cheia das formações, mas se pudesse dar alguma dica àquelas que estão ocupando cargos acima do meu, alguém que queira atingir, de fato, melhores resultados, diria para manter o maior número possível de funcionários cientes de que são importantes.

O reconhecimento é capaz de coisas incríveis.

E alguém feliz com o que faz tem motivação para qualquer coisa.

 

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