a revista teen.

Recebi pelo correio esses dias, como há muito tempo não recebia, a publicação nova da Panini voltada para o público teen: a Revista Cioè Pops. Italiana, parece que a publicação por lá é um sucesso de vendas e que por aqui não pretende ser diferente com o seu precinho atretivo e textos simples.

Como boa jornalista, fiquei surpresa com a quantidade de ídolos que vi espalhados pela capa, pela diagramação, mega ultra colorida e por, à princípio, nada ter me atraído, de fato, a ler a revista.  Depois de tantos achismos, comecei a folhear, página por página, para tentar saber se o que circula pelo universo teen no momento é algo a mais do que esbarramos, ocasionalemnte, na programação da TV. Me surpreendi com a minha velhice. Não conhecia metade dos cantores e cantoras referidos nas páginas e, pra falar a verdade, gostei bastante das sugestões de moda que encontrei por lá, o que indica uma tendência esquisita. Quanto mais somos jovens, mais queremos nos vestir como gente grande e vice-versa, como se aquilo que usássemos fizesse alguma diferença nos anos de vida, pra mais ou pra menos, vai entender. Percebi que em algum momento aquelas dicas todas, sobre make, sobre amigos, sobre escola; faziam, e muito, sentido pra mim.

Além dos testes, clássicos nas revistas adolescentes, o que mais me surpreendeu foram as matérias sobre relacionamentos (pasmem) e sobre temas que poderiam estar publicados tranquilamente numa revista para um público acima dos 30 (com outra linguagem claro.)

A matéria que pra mim foi campeã chama “Eu e o garoto da minha melhor amiga” e, em alguns momentos, encontrei naquelas linhas meus “pacientes” do “Consultório Sentimental” e, até mesmo, um pouquinho de mim. O texto dá conselhos sobre como agir quando sua melhor amiga começa a namorar e você vira um “anexo do casal”, meio excluída, mas meio incluída, num misto de inveja com uma solidão declarada, sabe? Quem nunca viveu essa situação? Que atire a primeira pedra.

E, de repente, comecei a refletir sobre desde quando os sentimentos românticos permeiam a nossa vida. E se haverá um dia em que, de fato, conseguiremos lidar com maturidade quanto a eles.

No final das contas, dos 15 pros 35, as coisas não deixam de ser do jeito que são. A gente só sente mais vergonha de admitir.

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3 Comentários

  1. Os adolescentes de hoje estão cada vez mais precoces.dDzem que é a globalização, a velocidade em que as coisas chegam até eles por causa da internet, não sei. Só sei que quando eu me lembro da minha adolescencia chego a conclusão que eu era muito mais ingênua que essa molecada de hoje. E essa coisa de querer se vestir como os mais velhos sempre existiu…me lembro de vestir blazer com aquelas ombreiras horrorosas, ahhh os anos 80, abafa que é melhor, rs… Na verdade acho que atualmente se aplica um pouco o contrário tem muita mulher de 35, 40 anos querendo dar uma de novinha, rs… Bjs querida.

  2. Faz tempo que eu não vejo uma revista voltada p o público teen rs
    Concordo c a Ana Carla, nós eramos muito ingênuas…
    beijos
    Dea

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