felicidade compartilhada.

Dizem que o coração é burro. Eu discordo. Quando alguma coisa está prestes a dar errado, é o coração o primeiro a dar os sinais. Você sente aquela angústia louca, que não consegue controlar. Às vezes ignora, finge que está tudo bem e, cheio de razão, vai lá e dá a volta por cima de qualquer que seja o sentimento maluco que ele esteja indicando. Comigo todos esses sentimentos são bem mais eminentes, quem conhece, sabe.

Eu tenho um sensor aranha. Prevejo se as pessoas são boas ou ruins, prevejo se vou ou não me envolver em uma determinada situação. Sei onde cada passo pode levar e ainda assim, por muitas vezes, eu vou. Eu pago pra ver até onde as histórias me encaminham, pra sentir aquele arrepio na espinha de quando a gente é criança e precisa, de algum jeito, saber que colocar a mão na panela quente dói; e não apenas saber na teoria.

No papel está tudo ótimo. Na vida real, também. O trabalho está encaminhado, o namoro, sem maiores problemas, na família não tem ninguém doente. Tudo está nos conformes, certinho, você não tem motivos pra reclamar. Aí surge um incomodo, de alguma dessas partes, uma inquietação. Você põe a culpa na curiosidade, você põe a culpa nos anos que deixou de aproveitar, você põe a culpa em qualquer coisa pra aliviar da razão aquilo que o seu coração já está indicando: a perfeição é chata. Bom na vida é ter problemas pra resolver. Ciúmes, neuroses e crises. AVENTURA. Pra gente perceber que é por amor que as coisas (todas) valem a pena, e só por ele. As suas certezas não são mais tão certas, você racionalmente mantém os planos, se mantém na linha, e sofre pelo desejo de transgredí-los, mas de uma certa forma, nenhuma mais daquelas coisas está  certa pra você.

A gente adia felicidade porque sabe o quanto ela pode ser perigosa para os demais envolvidos. Estar feliz,  nesses casos eminentes, em que a vida vai bem, obrigada, implica em machucar alguém, ou alguéms, ou mudar-se e fazer coisas das quais nunca nem cogitou em fazer. A felicidade, meus caros, é um dos sentimentos mais egoístas que existe. A boa notícia é que pode ser que um dia as tais mudanças na vida acabem acontecendo, de um jeito mais suave, em outra época, com outras justificativas que não serão completamente suas; e a má é que pode ser que elas não aconteçam nunca. E você continue insistindo em acreditar que ser feliz é fazer O OUTRO a pessoa mais feliz do mundo, esquecendo de si.

E deixando de lado o fato de que só se consegue ser feliz em conjunto quando se faz feliz em primeiro lugar.

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8 Comentários

  1. Identifiquei-me taaaanto com algumas passagens, Ericka!
    Eu sempre penso que se eu não me colocar em primeiro lugar, ninguém vai-me colocar, então não adianta querer a felicidade alheia se não conseguimos sequer buscar a nossa… 🙂

    Ah, e sumida estava eu com a semana interminável de provas na faculdade…

    Beijooos!

  2. Concordo totalmente,a gente não gosta da perfeição,e geralmente põem a felicidade dos outros antes da nossa,infelizmente.
    Bjs

  3. Olha eu aqui de novo! hehe

    Ah, acho que sou um exemplo bem vivinho dessa sensação de saber como uma coisa é, ou vai ser, sentir a angústia mas tentar ignorar isso. Desde que me ferrei com essa mania decidi SEMPRE encarar essa sensação e tentar descobrir se ela é realmente verdadeira.

    Também tenho essa certa sensibilidade pra identificar o caráter de alguém. Temos sempre que ponderar o sexto sentido com a racionalidade, e não fugir de um dos dois.

    Tô tão orgulhosa com o crescimento do HIPER! Sucesso, Brasil!

    Sempre leio os posts, vou tentar comentar mais!

    Beeeijos

  4. Amiga li duas x pq sou burrinha rs…vc tem sentido aranha eu não sói me estrepo com as pessoas,tenho amania de achar q todo mundo é bomzinho.Então sou assim deixo a pessoa ser feliz antes de mim.Bj

  5. Sou parecida com a Val Bernardo, acredito muitas nas coisas e nas pessoas, e me ferro, constantemente… mas né… bora tentar melhoras sempre! =*

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