mais do mesmo.

Sábado, no bar, buscando inspirações para um post, um amigo meu veio com um nova proposta:

– Ericka, você precisa escrever sobre algo que a gente não saiba. Algo que ninguém saiba. Algo que mexa com as pessoas, isso tudo que você diz a gente já sabe.

Me defendi dizendo que escrevo de forma diferente do que se espera quando o assunto é relacionamentos, mas, quanto ao tema, não tive nada a declarar: não há como ser inovadora em se tratando de amor. Posso escrever de forma atrativa, mas não posso inventar pautas estrambólicas. Daí parei para analisar o por que.

Eu escrevo coisas óbvias, visíveis, plausíveis, poderia dizer até que palpáveis. Coloco em linhas situações e questionamentos que todo mundo por aí vive, já viveu ou pensa em viver. Nada inovador. Porque não há nada de inovador em gostar de alguém, ter problemas, encanações e via de regra não saber lidar com isso. Eu não escrevo para ser revolucionária, para chocar a sociedade com um novo modo de amar indolor, sem provocações, aborrecimentos ou frustrações. Escrevo, sempre e sempre, mais do mesmo, daquilo que você, sua mãe, sua vó e todos ao seu redor sabem, mas é dificílimo por em prática. É como dizem na expressão chinesa: “Quando estamos embaixo da luz é quando enxergamos com maior dificuldade”.  Meus textos apagam luzes. Fazem as vezes de uma terapia, de um amigo que pode não estar ao seu lado, mas te diz tudo aquilo que acha que você deve saber – mesmo que essas coisas não sejam, exatamente, certas. Meus textos são opiniões sobre relacionamentos, condutas, falam sobre recortes da vida à dois sem intenção nenhuma de ser novidade.

Posso não ser a melhor escritora do mundo, mas duvido que você não tenha lido absolutamente nada aqui que te fez pensar em silêncio, daí da cadeira: “pode crer”.

E se eu consegui mesmo esse efeito, missão cumprida. Bora falar sobre o que todo mundo já está careca de saber! (e que não põe em prática quase nenhuma informação.)

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24 Comentários

  1. Você faz aqui o que todos querem mas não fazem:
    Falar a real pra pessoa.

    E por mais que você escreva pensando em apenas uma pessoa com qual você conversou a tal experiência, outras tantas se encontram no texto, nem que for em apenas uma linha.
    Não tem problema nenhum em falar coisa que todo mundo já sabe, até pq, todo mundo já sabe mas ninguém quer enxergar as coisas.

    É isso .. hahaha
    Beijinhos =*

  2. Só tenho a dizer “pode crer”.²
    kkkkkkkkkkk
    É isso aí! E continue assim!^^ Pq eu preciso internalizar mais do mesmo, sua prosaica linda! (Mas para mim vc não é nada banal! rsrs)

  3. Adoro ler essas coisas óbvias. Nunca pare de escrever, NUNCA. Nem sempre comento por conta das correrias da profissão mãe, mas to sempre por aqui. Voc~e é ótima.

    Beijo.

  4. Amei….espero que ainda lembre da fente…segundo você “o casal fofo”..rsrs…amei o texto, primeira vez que leio algo que vc escreve…parabéns, o mesmo assunto/texto lido várias vezes nos traz sempre uma novidade!
    beijos,

    Pri e Wil

  5. CLARO que lembro do casal fofo, estiloso e simpático que conheci!! Huahauhauhau… Fiquei feliz da vida em te ver por aqui, Pri, venha sempre!!!

    Um bjããooo! E boa sorte agora que vcs etsão de volta à terra da garoa…!!

    =]

  6. Adoreii o post e essa imagem desse bebê me deu um sono hahaha. Fofa demais!!!

    Ah, minha prima que mora em Santos, disse que a coleção da Impala SPFW tem em um lugar na Carvalho de Mendonça, ela vai me falar e eu te falo, ok?!

    Obrigada pela visita e comentário no meu blog, adorei!

    Beijos.

  7. Você fala sobre o óbvio, o comum, o trivial da vida, sim, mas quem disse que todo mundo já parou pra pensar nisso pelo mesmo prisma que você?
    De todas as coisas que tentaram me ensinar na faculdade, uma das poucas que ficou foi que cada um vê o mundo a sua maneira, porque a vivência é uma coisa muito pessoal e não dá pra fugir dela – ou pelo menos não me ensinaram comofas// essa parte. =P

    Continua.
    A gente gosta! =D

  8. Estamos careca mesmo de saber sobre o amor, mas vivê-lo á cada dia é que é. Precisamos de uma forcinha.hehehe.Seus textos são ótimos.
    bjk flor

  9. Minha flor, eu só te digo uma coisa: pra mim vc escreve super bem, de forma que nos prende às suas linhas. Vc fala de coisas que nos identificam e tantas vezes me encontro em suas idéias. Seus textos nos fazem pensar, refletir…o que melhor do que cabeças pensantes? Este incentivo é maravilhoso, pois se todos fossem assim, o mundo seria melhor, mais inteligente e cheio de bons pensamentos.

    Muitas vezes a gente até sabe mesmo das coisas, mas na hora que sentimos na pele, na hora de pôr em pratica, será que sempre agimos como estamos cansados de saber? Ah, no quesito sentimento muitas águas rolam e em muitas coisas a gente se surpreende.

    Beijos e continue firma na trilha 😉

    Te espero lá no blog, tem post novo!

    http://www.nicellealmeida.blogspot.com

  10. Se fosse assim, que sejam condenados todos os cronistas e poetas, né?

    Realmente o diferencial são as palavras usadas. Falar sobre relações entre pessoas para pessoas que se relacionam… acho que não dá pra ser algo totalmente revolucionário e novo!

    O que toca é a forma como é dito, o ponto de vista, e ainda essa coisa do “pode crer”. A gente sabe que a ficha está alí e qual a forma dela, mas precisa alguém falar alguma coisa pra ela cair, né?

    E sobre o capuccino, bebe gelado no calor que é uma delíciaaaa! 😀

    Beijinhos! ^^

  11. E eu fico tãããão felzi qdo vc me visita!!! rsrsrs
    O resfriado vai ter que passar… Afinal, fim de semana é carnaval!hehehe
    E pode continuar escrevendo “mais do mesmo”… A gente adora!!!
    Bjão!

  12. Hipervitaminose, teu blog é sensacional.. me identifico demais apesard e ser mais nova que tu! mto bom, e não há nd de errado em escrever algo que todos já sabemos, pq qto amisa gente sabe de algo, mas agimos como se não. Beijo!

  13. O legal dos seus textos são exatamente essa identificação que a gente sente, eu acho… Faz sentir que é tão gente como a gente… Adoro! Mas sempre deixo pra visitar por último na lista, pra poder ficar mais tempo. *rs!
    Um bjo, querida!

  14. Lembrei de uma amiga que sempre fala que as vezes nós só precisamos é de um “banho de obviedade”. Que nem quando vc pergunta pra alguém o que deve fazer, já sabendo a resposta da pessoa…sozinho ninguém dá conta!
    Beijos!

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