coisa de macho.

Meu vô é do tempo que mulher era parida pra servir. Que fosse o prato, a mesa, que fosse lavar a roupa, pegar uma água e manter a casa sempre em ordem. Sempre. Não podia em hipótese alguma atrasar o jantar ou trabalhar fora. Não podia sair depois das 6 e meia da tarde desacompanhada, não podia ficar trazendo muita visita em casa porque a vizinhança  já logo mexericava. E a minha vó, que morreu de saco cheio de tantas regras, nunca teve sequer a chance de olhar para os lados. Nem se quisesse.

Hoje os homens cozinham. Lavam as roupas (até as cuecas), alguns cortam as unhas dos próprios pés. Um avanço de eras. Já vi homem ficar em casa cuidando dos filhos enquanto a mulher trabalha fora,  impressionante. Hoje a gente pode olhar pro lado, pra cima, pra baixo, sair de casa depois das 3 e 45 da manhã pra encontrar com as amigas. Pode, mas, nem sempre, faz. E apesar das mudanças de comportamento faltam algumas outras na mente.

Não é que eles não reconheçam o lugar das mulheres no mundo, eles sempre souberam que ser dona de casa não tem a ver com destino, mas sim com escolha. A gente é que opta por ser mãe e amante. Esposa e trabalhadora. Santa e puta. Porque se é muito um, ou muito outro, já não presta.

Homem sabe que quando mulher quer, revira o mundo. Mas sabe também que, via de regra, elas preferem não cutucar o formigueiro. Alguns entendem nossas necessidades, alguns se adaptam, equilibram-se, tornam-se até meio feministas. MEIO. Porque de vez em quando entram em crise.

Se um homem chama uma mulher de gostosa e ela retribui com um elogio do mesmo “calibre”, pode crer que eles já enxergam nessa uma laranja podre, vagabunda de vida fácil. Nem se ela lavar, passar e cozinhar como ninguém importa, isso torna-se secundário. Pra casar, os valores que qualificam uma mulher de verdade devem ser a “dignidade”, que possui um termômetro de ações. São as palavras, roupas, gostos, atitudes… E o histórico de vida. Quanto mais rodada, mais imprestável. Se puder ser virgem aos 29, melhor ainda. Essas são as ideais.

É por isso que nós, mulheres, nos tornamos excelentes mentirosas. Se tudo fosse colocado em pratos limpos, ninguém formaria família por aí, sem sombra de dúvida. Nós sabemos ser realmente teatrais se precisarmos, questão de sobrevivência. Saibam disso.

Os anos passaram, mas tudo continua igual. Eles não falam, mas gostam da comida feita, da roupa lavada, da casa em ordem, dos filhos (se houverem) educados. Gostam da idéia de submissão, de estarmos disponíveis para essas funções domésticas. E a gente cede, muitas e muitas vezes, e a gente até acaba gostando de ser assim.

Os primórdios falam muito sobre a sociedade de hoje, e nós também não pode negar que gosta quando eles são do tipo bem trabalhador. Que mulher não gosta? Que mulher não se encanta com um homem que assume o comando da casa? Qual prefere passar horas no escritório a horas num bom restaurante? Ou fazendo uma viagem? Ou curtindo um spa?

É óbvio que esse post todo é um exagero. Existem sim as exceções femininas e masculinas que em em pleno século XXI muita coisa  já entenderam sobre seus papéis sociais, mas tentem entender mais a fundo o que eu quero dizer.

A culpa não é deles. Mas a medida que tudo isso acontece, o grau de domínio que um homem tem sob uma mulher, isso sim, é responsabilidade nossa. E pra analisar o que é certo e errado quanto aos valores machistas de um relacionamento só se perguntando se ser assim, Amélia Moderna, te faz feliz.

Faz?

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clube das mulheres.

Para ler ouvindo:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=oZcGDkvbAJ4]

Minha mãe recebeu um convite pra ir ao clube das mulheres. Achei ridículo. Aliás, mais ridículo que aceitar um convite pra ir ao clube das mulheres é mandar esse convite pra uma mulher casada, com filho e no auge dos seus 56 anos. Quer dizer, ela já poderia ser avó, veja bem. E ainda recebe convite pra ir em clu-be-das-mu-lhe-res? Pelamordedeus. Fiquei chocada. Depois revoltada. Depois pensei: onde esse mundo vai parar? E, por fim, refleti. Calma aí. Clube das Mulheres num passava de domingo à tarde no programa do Gugu? Num tinha um sujeito que ia sempre fazer umas performances bem toscas por lá? Um loiro fortão (Lembraram? Marcos Manzano? Oi?)  E confesso que pensando sobre isso me vi preconceituosa em relação ao tal clube. Preconceituosa, porém, ainda sem aceitar a idéia de ver a minha mãe por lá.

Deixando de lado tudo o que acho sobre o local, 70% do meu círculo de amizades já visitou o estabelecimento pelo menos uma vez. Homens, nós não gostamos de ver vocês peladões, não distorçam as coisas. Não existe uma Love Story versão feminina, viu? Só pra constar.

Tem coisa mais lamentável do que um homem pelado fazendo pose? Tem. Um homem pelado, de 40 anos, vestido de cowboy, achando que é lindo fazer pose. E é isso que você encontra no clube das mulheres. Além de, é claro, muita bebida grátis. Lá é lugar pra tirar sarro da vida se sentindo libertinazona e soltar a franga sem medo de ser feliz, tipo um stand up comedy, sabe? Lá você pode rir alto, bater palma e fazer comentário levemente pornográfico com aquela sua colega de trabalho sem ser recriminada. Lá você vai encontrar pessoas de 17 à 60 anos conversando de igual pra igual, assim, na tranquilidade. Cházão da tarde.

Se eu já fui no Clube das Mulheres? Nunca. Se eu pretendo ir no Clube das Mulheres? Jamais.

Mas que com certeza vou pedir registros detalhados caso a minha mãe vá com as amigas curtir o auge da rebeldia feminina por lá… Você pode crer.

E deixo aqui tudo pra vocês lerem também.

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não depende de nós.

Uma amiga leu um livro que falava sobre a auto-estima. O autor afirmava que aquilo que sentimos em relação a nós mesmos é baseado em coisas que acontecem de verdade na vida da gente, nas nossas não-frustrações. Por muito tempo achei que auto-estima era questão apenas de ponto de vista, do modo como você encara a sua vida e as coisas ao seu redor, mas isso não necessariamente acontece. Se você trabalha, tem retorno financeiro por isso e, de quebra, é elogiado, começa a acreditar que é bom no que faz. Reação baseada num fato. Se você se relaciona com alguém, obtém um retorno positivo, uma ligação, um SMS ou coisa do tipo, acredita que agradou o outro. E passa a ser convicta de que relacionamentos valem a pena, funcionam e continua investindo para que eles dêem certo. Se não, acha que o problema está em você; é a ordem natural das coisas.  A questão é que quase nenhum aspecto da vida depende única e exclusivamente das nossas atitudes. Relacionar-se ou trabalhar não depende exatamente só de você.

Quantas vezes você já se sentiu inadequado? Perguntou por aí o que faz de errado? Por que ninguém te liga no dia seguinte, por que nenhum emprego te dá retorno, nenhum estágio funciona? Inúmeras, não? E isso tudo se aplica a muitas outras áreas da vida, aos amigos, à família, nos aspectos religiosos… Enfim, tudo no mundo é uma combinação daquilo que você faz com aquilo que os outros fazem. Às vezes, não existe um problema com você. Às vezes, foi o tempo e o espaço que não contriubuiram para que tal coisa acontecesse; a pessoa não era aquela pessoa, a oportunidade não era pra ser, aquela não era a vida destinada à você. Sim, eu sou clichê, eu acredito em destino. Na verdade, acredito em algo chamado predestinação, mas isso é assunto para outro post. O que eu quero dizer é que a sua auto-estima é mesma baseada em fatos, mas você  não deve se sentir 100% responsável pelos seus fracassos. Achar que quem luta sempre consegue e quem corre atrás sempre conquista, tem sentido. Mas não vale  se menosprezar quando as coisas não funcionam, porque NEM SEMPRE, quem acredita sempre alcança. Mas, é claro que o sol vai voltar amanhã.

E haverão ainda um sem número de chances para ser feliz. Basta não desistir.

UPDATE>>

A leitora Ana, (@ana_cherrylips) recomendou uma música que tem TUDO a ver com post! Aí vai:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=s4Rax2PXiWA]

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estante.

Quase todas as vezes que eu estou entre amigas num bar, falamos sobre relacionamentos. Reparei que os homens não. Pouquíssimas vezes escuto um anseio masculino em relação ao futuro conjugal, aliás, nunca, durante todos esses anos de blog ouvi um homem recear sobre casar ou  não. Todos são convictos de que, hora mais, hora menos, as coisas acontecem. Uma amiga comentou que nós, mulheres, ficamos todas na estante. Apesar de todo o feminismo e liberdade conquistada optamos por esperar por aquele que ache que o esforço valha a pena. Se um homem age, correspodemos. Se ele não age, esperamos. São raras às vezes que desistimos de tentar antes mesmo de começar. Talvez, inexistentes. Tenho amigas que já  são solteiras convictas. Que cansaram de subir ao mais alto patamar de felicidade e voltar para lama em 3,2,1. E há muita razão nisso. Ser autosuficiente é muito mais simples, menos doloroso e, pra muitas e cada vez mais crescentes pessoas, bem melhor. É o bonde do “eu sozinho”, um grupo contrário ao que a imprensa andou pregando por aí, sobre a tendência dos jovens de querer casar. Ao mesmo tempo sou da política do Tom Jobim: acho impossível ser feliz sozinho, pelo menos, a longo prazo. Não que a nossa felicidade esteja no outro, não está. E nem deve. Mas quando conquistamos tudo o que desejamos, estamos solteiras e realizadas falta alguma coisa. Ou, pelo menos, pra quem ainda não aderiu a solterice convicta, existe a vontade de ter alguém. Alguém para se estressar, pra cansar, pra fazer a gente repensar se crescer é essa porcaria mesmo, esse ceder de tantas coisas que às vezes nunca nem cogitamos em abrir mão. Não é facil ter alguém, mas ainda é  mais dificil sentir-se só. Não que seja todo mundo no mundo que deva casar-se, ter três filhos e uma família Doriana. Aliás, são raras as familias Dorianas, mas ainda acho que a nossa vida precisa de testemunhas oculares, ouvintes e amantes, precisa ser dividida com alguém que tenha a real vontade de participar daquilo que nem precisaria viver.

Pra gente não se sentir tão comum no meio de 6 bilhões de pessoas que tem nesse mundo.

Últimas notícias Quase tds as vezes q eu estou entre amigas num bar falamos sobre relacionamentos. Reparei q os homens nao. Pouquissimas vezes escuto um ansei masculino em relaçao ao futuro conjugal. Alias?nunca?durante tds esses anos de blog ouvi um homem recear sobre casar ou  nao. Tds sao convictos de q hr mais?hr menos?as coisas acontecem. Uma amiga comentou q nos? mulheres ficamos tds na estante. Apesar de td o feminismo e liberdade conquistada optamos por esperar?por aquele q ache q o esforço?valha a pena. Se um homem age?correspodemos. Se ele n age?esperamos. Sao raras as vezes q desistimos de tentar antes msmo de começar. Talvez?inexistentes. Tenho amigas q sao solteiras convictas. Q cansaram de subir ao mais alto patamar de felicidade e voltar pra lama em 3?2?1?e ha mta razao nisso. Ser autosuficiente eh mto mais simples?menos doloroso e pra mtas e cada vz mais crescentes pessoas?bem melhor. Eh o bonde do eu sozimho. Ao msmo tempo sou da politica do tom jobim: acho impossivel ser feliz sozinho. Mas a longo prazo. N q nossa felicidade esteja no outro?nao esta. E nem deve. Mas qnd estamos plenamente felizes?solteiras e realizadas?falta alguma coisa. Algm para se estressar?pra cansar?pra fazer a gnt repensar q crescer eh essa porcaria msmo? esse ceder de tantas coisas q as vezes nunca nem cogitamos abrir mao. Nao eh facil tr algm?mas ainda eh mto mais dificil sentir-se soh.
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