estante.

Quase todas as vezes que eu estou entre amigas num bar, falamos sobre relacionamentos. Reparei que os homens não. Pouquíssimas vezes escuto um anseio masculino em relação ao futuro conjugal, aliás, nunca, durante todos esses anos de blog ouvi um homem recear sobre casar ou  não. Todos são convictos de que, hora mais, hora menos, as coisas acontecem. Uma amiga comentou que nós, mulheres, ficamos todas na estante. Apesar de todo o feminismo e liberdade conquistada optamos por esperar por aquele que ache que o esforço valha a pena. Se um homem age, correspodemos. Se ele não age, esperamos. São raras às vezes que desistimos de tentar antes mesmo de começar. Talvez, inexistentes. Tenho amigas que já  são solteiras convictas. Que cansaram de subir ao mais alto patamar de felicidade e voltar para lama em 3,2,1. E há muita razão nisso. Ser autosuficiente é muito mais simples, menos doloroso e, pra muitas e cada vez mais crescentes pessoas, bem melhor. É o bonde do “eu sozinho”, um grupo contrário ao que a imprensa andou pregando por aí, sobre a tendência dos jovens de querer casar. Ao mesmo tempo sou da política do Tom Jobim: acho impossível ser feliz sozinho, pelo menos, a longo prazo. Não que a nossa felicidade esteja no outro, não está. E nem deve. Mas quando conquistamos tudo o que desejamos, estamos solteiras e realizadas falta alguma coisa. Ou, pelo menos, pra quem ainda não aderiu a solterice convicta, existe a vontade de ter alguém. Alguém para se estressar, pra cansar, pra fazer a gente repensar se crescer é essa porcaria mesmo, esse ceder de tantas coisas que às vezes nunca nem cogitamos em abrir mão. Não é facil ter alguém, mas ainda é  mais dificil sentir-se só. Não que seja todo mundo no mundo que deva casar-se, ter três filhos e uma família Doriana. Aliás, são raras as familias Dorianas, mas ainda acho que a nossa vida precisa de testemunhas oculares, ouvintes e amantes, precisa ser dividida com alguém que tenha a real vontade de participar daquilo que nem precisaria viver.

Pra gente não se sentir tão comum no meio de 6 bilhões de pessoas que tem nesse mundo.

Últimas notícias Quase tds as vezes q eu estou entre amigas num bar falamos sobre relacionamentos. Reparei q os homens nao. Pouquissimas vezes escuto um ansei masculino em relaçao ao futuro conjugal. Alias?nunca?durante tds esses anos de blog ouvi um homem recear sobre casar ou  nao. Tds sao convictos de q hr mais?hr menos?as coisas acontecem. Uma amiga comentou q nos? mulheres ficamos tds na estante. Apesar de td o feminismo e liberdade conquistada optamos por esperar?por aquele q ache q o esforço?valha a pena. Se um homem age?correspodemos. Se ele n age?esperamos. Sao raras as vezes q desistimos de tentar antes msmo de começar. Talvez?inexistentes. Tenho amigas q sao solteiras convictas. Q cansaram de subir ao mais alto patamar de felicidade e voltar pra lama em 3?2?1?e ha mta razao nisso. Ser autosuficiente eh mto mais simples?menos doloroso e pra mtas e cada vz mais crescentes pessoas?bem melhor. Eh o bonde do eu sozimho. Ao msmo tempo sou da politica do tom jobim: acho impossivel ser feliz sozinho. Mas a longo prazo. N q nossa felicidade esteja no outro?nao esta. E nem deve. Mas qnd estamos plenamente felizes?solteiras e realizadas?falta alguma coisa. Algm para se estressar?pra cansar?pra fazer a gnt repensar q crescer eh essa porcaria msmo? esse ceder de tantas coisas q as vezes nunca nem cogitamos abrir mao. Nao eh facil tr algm?mas ainda eh mto mais dificil sentir-se soh.
Continue Lendo