junho!

Fazia 5 anos que era maio. De repente, quando veio o feriado, junho surgiu, impávido.

O mês mais esperado do ano. O pai do inverno nacional, de festejos para todos os santos que ninguém acredita (mas adora), de fogueira, de curau, de caldo verde. Junho, esse lindo, sempre trouxe consigo coisas boas, a renovação do aniversário. O meio do ano. As roupas mais elegantes. Junhos na praia sempre eram um pouco tristes, chuvosos, sem ter muito o que fazer a não ser…Contemplar. Mas em São Paulo, junho é lindo. Não mais que no sul, eu acho, onde às vezes até neva. Mas é bonito mesmo assim. Um pouco preguiçoso, talvez, seco, difícil pra lavar o cabelo. Mas é o mês do ano em que todo mundo pode dormir de meias, tomar banhos escaldantes e usar hidratante no corpo inteiro sem medo de parecer uma “bichinha”.

Amo junho. E espero que assim que terminarem esses dias horríveis que antecedem meu aniversário todos os anos eu consiga aproveitar muito. Porque, afinal de contas, não há mal que possa durar tanto assim.

Né?

Continue Lendo

gordinho semidébil (sem ofensas).

Uma amiga muito muito amiga me falou sobre um texto que ela leu uma vez sobre a fragilidade das mulheres em uma dessas revistas femininas famosas. Achei o conceito apresentado tão bom que, mesmo sem conseguir encontrar o tal texto pela internetê, achei que seria de utilidade pública que todas as mulheres tivessem acesso à pelo menos parte daquelas ideias.

Toda a mulher já se interessou por um babaca, toda, toda mesmo. Um babaca lindo, com um look incrível e uma barba de responsa. Ou apenas um babaca gordinho, um babaca semidébil que não sabe se vestir, não sabe ser agradável em grupo e que, simplesmente, deveria ser  impossibilitado de xavecar qualquer ser bípede vivente. E esses babacas, lindos ou não, inteligentes ou não, sensacionais ou não, são capazes de destruir em minutos a autoestima de qualquer mulher pelo simples fato de serem… Homens. Quantas vezes você já se viu chorando pelos cantos por um sujeito do qual tinha plena consciência de que não valia a pena? Quantas vezes você se pegou discutindo sobre alguma coisa que nem deveria, que estava te magoando profundamente sem, ao menos, saber exatamente o porque de tudo aquilo?

As palavras daqueles que consideramos, por menos qualificadas que essas pessoas sejam, por mais escrotas e sem noção que elas possam parecer, nos ferem. E a cada novo relacionamento, carregamos essas coisas conosco, acumulamos um ofensa aqui, outra ali e destruímos nossa amor próprio. Passamos a acreditar que somos meses estranhas, loucas, feias, desinteressantes e incapazes de nos relacionar. Aliás, toda a frase que começa com “olha, sem ofensas, mas…” geralmente nos agride. E acabamos incapazes de nos livrar desses acúmulos de coisas ruins, acabamos por acreditar mesmo que aquilo o gordinho semidébil disse é verdade quando muitas vezes não é.

O que é uma pena para o resto da sociedade e para os nossos relacionamentos futuros, o que nos impede de agir de um jeito XIS ou IPISILON para evitar conflitos. Sabe, às vezes, é necessário. Às vezes somos mesmo muito explosivas ou neuróticas, existem coisas que de fato precisamos trabalhar enquanto pessoas. Mas não é plausível que aceitemos tudo, principalmente daqueles que não possuem referências para tal.

E parem, por favor, de se encantarem por qualquer porcaria que demonstrar o mínimo de carinho.

Para ter mais, precisamos também, escolher melhor.

Continue Lendo

amiga-encosto.

Todo mundo tem uma amiga chata, muito chata. Que implica com quem não conhece, que reclama do que foi especialmente preparado para ela e que vive lamentando, pelos quatro cantos do planeta, o quanto ninguém a acha bonita, ou interessante, ou realmente legal.

Sem ter a menor percepção daquilo que faz em relação a si mesma.

Essa amiga acha que a sinceridade excessiva (a.k.a, falta de educação) é o melhor remédio para tudo. Fala que fulana está gorda, que beltrana fez um combinação ri-dí-cu-la, que o namorado de cicrana é um antipático mas fica PUTÍSSIMA se fazem o mesmo com ela.

PU-TÍS-SI-MA.

Essa amiga é grosseira, sem noção e isso a faz ser persona non grata em tudo quanto é lugar. Você quer levá-la em um bar, pra tentar salvar a espécie e os envolvidos sempre enfatizam “ai, desculpa, não leva aquela sua amiga não. Da última vez ela discutiu com o garçom, bateu boca com meu chefe, derramou bebida no bolo…”

Se ela vivesse em um filme seria aquele tipo de personagem que usa da ironia para se proteger de todas as coisas, quando, na verdade, só quer se aproximar dos outros, ser incluída nos programas e agir como uma pessoa normal. Mesmo sem ser normal. Só que a vantagem é que as coisas nos filmes sempre acabam bem. Mas com essa sua amiga…Eeerrr… Não.

Nem com ela, nem com você, que acaba carregando o encosto.

Essa sua amiga, que não liga pra moda e vive descabelada, que não consegue ser minimamente agradável nem com você, porque, exatamente, ela é sua amiga mesmo? Quando foi que você achou que seria uma boa ideia incluí-la na sua vida e passar os maiores “climões” dos últimos 356 anos?

Você pensa, repensa. E não sabe.

Talvez seja pelo fato de nos sermos pessoas terríveis e gostarmos de andar com gente que é pior que a gente. Talvez seja por essa mania que temos em querer salvar as pessoas delas mesmas. Talvez por, no fundo, sermos também um pouco desse jeito meio torto, meio chucro, meio mala vez ou outra.

Mas olha, paciência tem limite.

E nem sempre as pessoas querem melhorar. Aliás, quase nunca.

Continue Lendo

brasileiridade.

Pense comigo, caro leitor, quantos CDs de música nacional você comprou atualmente?

Quem são os artistas tupiniquins que te fazem pagar um valor desonesto para ir a um show? E quantos desses estiveram no Loolapalooza, ou nas últimas edições do Rock in Rio, dos quais  você teve crises histéricas desejando assistir?

Pense também nos livros que anda lendo. Quantos autores brasileiros contemporâneos você conhece? Além de ler “Crônicas de Gelo e Fogo”, “50 Tons de Cinza”, “Os Diários de Carrie” ou “100 anos de Solidão”, quantas vezes você esbarrou, assim, numa Adriana Falcão? Num Luis Fernando Veríssimo?

Pense em tudo aquilo que você consome que foi feito para a TV. Quem escreve as séries que você ama? Não sabemos o nome nem dos roteiristas dos filmes internacionais mais renomados, que dirá dos nacionais. Não nos interessamos em saber de onde vem a criação das coisas, se tem origem sueca, indiana, ou se vem ali óh, da Zona Sul de São Paulo.

Quantos artistas gráficos, arquitetos, escultores, circenses, quantos profissionais de entretenimento você admira? Quais desses tem real identidade com o seu país? Aposto que quase nenhum.

Você aí, que acha o capitalismo uma merda, que acha os políticos ladrões e o transporte público uma vergonha, sabe o real valor que isso têm? Sabe que as militâncias não adiantam em nada se não falarem a linguagem das pessoas? Se representarem apenas uma classe e não uma nação?

Insistimos o tempo todo pela valorização da cultura, por salários melhores para os criativos. Reclamamos que o nosso povo não lê, não se interessa por cultura e que só consome funk e sertanejo sem qualidade, mas não é verdade. Consumimos cultura o tempo todo, popular, erudita, só não fazemos a menor ideia de onde ela vem, ou do porque só coisas bem ruins vingam. Ou da importância que essas coisas têm. E mais que isso: não vemos a propagação das ideias nacionais com 1/8 da ênfase que sabemos sobre jogos de computador, por exemplo. Sobre os lançamentos dos filmes da saga Senhor dos Anéis. Não há buzz nenhum no lançamento de “Tainá”, mas a gente quase tem convulsões para estar na primeira fila de “O Homem de Ferro”.

Pensei nisso, porque ontem, lendo uma matéria sobre blogs, percebi que tenho os dois talentos mais desvalorizados que alguém pode ter: o de desenhar e o de escrever. Todo mundo gosta quando lê algo bacana, ou acha agradável uma arte bem feita, mas ninguém da valor. Ninguém acha que por trás de um artista de rua, de palco, de boteco, de agência, há um real trabalho intelectual sendo feito, um referencial difícil de se construir, resgatar, elaborar e estruturar.

Um humorista não é só um cara engraçado ou irônico. Um escritor não é só um sujeito que sabe bem as regras de português.

Nos tornamos máquinas de produzir coisas complexas, o tempo inteiro com a cabeça a mil, e na pequena parte do nosso dia livre consumimos realidades completamente fora da nossa. Hollywood, Bollywood, que seja. Não é errado gostar de outras culturas, é errado não perceber quanta coisa rica existe por aqui e sempre se render  aos best sellers gringos, traduzidos, enlatados e a tudo mais que as grandes editoras nos colocam como sucesso. Depois você vem reclamar que “nosso povo” é inculto. É burro.

Nós somos o povo. E nós ouvimos mais Britney Spears na Joven Pan que Titãs.

Não sei quanto à vocês, mas enquanto Hogwarts existe claramente em várias partes de Londres, aqui, na terra do Carnaval, ela só pode ser construída na minha imaginação. E apesar de incrível, de trazer um enredo altamente envolvente, não tem nada a ver comigo. Se quisermos mesmo fazer aquilo que amamos, se quisermos mesmo ser valorizados por nossos pequenos dons, precisamos também valorizar as produções de quem está conosco nesse barco. De quem insiste em viver de arte no Brasil.

E incentivar nossos filhos a ler Ana Maria Machado, Pedro Bandeira, Maurício de Souza… E a apreciar o verão, os sabores, as estampas, as cores e tudo aquilo que só tem por aqui.

O Brasil é uma merda sim. Mas em grande parte, é porque a gente vive nele.

E acha que não tem a menor responsabilidade sobre isso.

Continue Lendo

por onde recomeçar?

Pedi a uma amiga que me ajudasse a pensar em um tema para escrever aqui. E falando sobre as coisas que a vida anda mostrando com suas reviravoltas, ela sugeriu que uma boa pauta seria o recomeço.

Como recolher tudo aquilo que restou de nós ao final de um relacionamento e voltar a achar o que nos cerca mais maravilhoso que confuso? Como, lá pelos 30 e tantos anos, não achar esquisito voltar à vida de solteira e não ter preguiça de reviver aquelas coisas que, há muito, já haviam sido esquecidas? Onde encontrar alguém realmente interessante e, acima de tudo isso, como ter confiança novamente de que estar envolvido com alguém pode ser mais delicioso que cruel?

As perguntas eram muitas. E as respostas, mais ainda.

Acho que não existem fórmulas para se dar bem na vida; nem no amor, nem no trabalho, nem nos negócios. Mas existem estratégias que nos fazem refletir sobre a nossa conduta em relação aquilo que somos hoje, sobre aquilo que éramos, o que tínhamos e o que gostaríamos de ter. E parece um dos maiores clichês do mundo, mas compreender onde estamos e  onde queremos estar é o que nos faz andar pelo caminho certo. E deixar tudo muito mais simples.

Outra coisa que dizem por aí é que só superamos um amor com outro. Não acho que emendar relacionamentos sem sentido seja a melhor estratégia, mas acho que manter-se disponível torna as coisas mais leves. Saiba que agora você está livre para olhar uma pessoa bonita no metrô (aliás, quando foi que não esteve?) e que não existe problema nenhum em ser mais simpática com aquele colega de trabalho que sempre foi muito solícito (e super gracinha). É preciso, também, reviver antigas amizades e fazer novos círculos de relacionamento. Seja na academia, no curso de inglês ou em um aniversário no bar. O importante é não ficar em casa, isolada do mundo, sofrendo com as memórias daquilo que foi planejado – e nunca mais vai se concretizar. Não com aquela pessoa.

Aliás, acho que o principal ingrediente para tornar nosso recomeço mais simples é parar de ter pena da nossa existência. Parar de achar que seremos para sempre infelizes e incapazes de nos envolver. Se não dá pra suportar o modo como sua vida encontra-se hoje, viva outra vida, então. Uma alternativa. No qual você é linda, incrível e não precisa se preocupar com quem vai casar depois de amanhã.  Você nem ao menos consegue pagar aquela parcela da máquina de lavar, pare com isso, menina! Permita-se um pouco de esquizofrenia. Reinvente-se

Lembre-se sempre do seguinte:

1 – Seu problema não é o maior do mundo. Para todas as coisas que acabam na nossa vida, outras começam. E há situações muito mais irremediáveis que um fim de um namoro, noivado, casamento…Shame on you.

2 – Não fique remoendo memórias, guardando fotos, fuçando a vida do outro. É como jogar álcool nas feridas abertas, um sofrimento completamente opcional. E irracional.

3 – Não desconte na comida, na bebida, no álcool, nas baladas em excesso, no trabalho… Equilibre-se. Aproveite para concluir projetos individuais dos quais nunca teve tempo e, se estes nunca existiram, invente novos objetivos de vida. Pra já.

4 – Desabafe. Chore. Xingue. Reclame dele pra sua mãe, irmã e amigas (ou amigos). Mas nunca, em hipótese alguma, faça barraco. Não peça para voltar, não queira estar com quem optou por se afastar. A maior insanidade é cobrarmos dos outros coisas que não tem valor. E que, há muito, já não fazem mais sentido.

5 – Seja uma pessoa linda. Por dentro e por fora. Se os quilos a mais ou a menos te incomodam, insista numa dieta. Se esse corte de cabelo te desagrada, mude. Aprenda a não depender de ninguém para sentir-se maravilhosa. Busque uma razão maior para existir que outra pessoa, que um emprego, abrace uma causa. As pessoas mais incríveis que eu conheço não são as mais gostosas/malhadas ou super cheias de plástica. Aliás, muito pelo contrário.

No mais, acho que um dia após o outro nos obriga a superar.

Toda e qualquer coisa.

Continue Lendo

O que fazer quando… Quero conseguir meu primeiro emprego!

Olá fofíssimo e dedicado leitor, tudo bem?

Nessa semana, com muito orgulho e emoção, o Hipervitaminose traz sua mais nova seção batizada de: “o que fazer quando?” Esse é mais um espaço participativo  que tentará esclarecer algumas dúvidas recorrentes que recebo por e-mail e que merecem ser colocadas por aqui, já que todos nós temos alguns momentos que precisamos de uma… “Forcinha”!

Conto com vocês para trazer temas bacanas (e até mesmo inusitados, por que não?) para discutirmos por aqui!

Nessa deliciosa manhã de sexta-feira vamos falar sobre O TAL DO PRIMEIRO EMPREGO e dar algumas dicas para você que está na faculdade, no colegial, ou que se formou, fez Pós-Graduação, mas ainda não conseguiu encontrar um trabalho para chamar de seu.

Em primeiro lugar, SAIBA O QUE ESTÁ BUSCANDO. Sei que essa frase parece bastante óbvia  para quem já tem uma certa exepriência, mas quem está começando agora no mercado de trabalho não tem muito conhecimento sobre as áreas de atuação disponíveis para o seu interesse. Não adianta colocar no currículo que é excelente escritor, mas que “está aberto a outras oportunidades dentro da empresa”, isso passa aos recrutadores uma imagem de indecisão.

Para que alguém confie no seu potencial é necessário VENDER BEM o seu próprio peixe e se dedicar a algo que realmente faça sentido para a sua vida. Não se acha tão bom assim? Comece como estagiário! Ninguém nasce sabendo e não há problema nenhum em perguntar. Só não vale tentar nenhuma área por medo de cometer erros, ok? O negócio é se jogar!

Não tenha pressa, mas não seja acomodado. Entre em blogs, fóruns, sites dos locais nos quais você deseja trabalhar e esteja sempre atento aos prazos de seleção.  No meio e no final do ano são os períodos nos quais os empregadores mais buscam estagiários, trainees ou até mesmo profissionais temporários. Se você ainda está no colégio e quer ganhar uma graninha para se sentir no mundo adulto, é uma excelente oportunidade.

Redija um currículo objetivo e não minta. Se não tem experiência assuma. Não coloque características como “carismático” ou “perfeccionista” neste tipo de material. Os empregadores querem saber se você tem as qualificações profissionais necessárias para o cargo, ou seja, COMPETÊNCIA para tal. Isso tem a ver com seu nível de inglês, com um curso técnico, graduação e atividades extra-curriculares como curso de desenho ou de algum software específico para sua área.

“Mas Ericka, prefiro escrever tudo sobre mim em um papel. Sou muito tímido e travo na hora da entrevista”. Ser tímido não é defeito. Defeito é não saber lidar com as situações sociais que exigem que nos apresentemos de forma educada e clara para uma determinada pessoa. Uma entrevista nada mais é que uma conversa entre alguém que QUER CONTRATAR e alguém que QUER SER CONTRATADO. Responda as perguntas tranquilamente e demostre interesse sobre o assunto. Se não der certo em um primeiro contato outras oportunidades surgirão naturalmente e você vai ficando cada vez mais à vontade para expor aquilo que tem de melhor.

“Ok, fiz tudo isso e já estou cansado de ninguém me chamar para nenhuma vaga. E agora?”

Não fique parado. Leia, pesquise, desenvolva-se, estude, informe-se e, acima de tudo, não desista. Imagine quantas pessoas estão terminando algum tipo de curso e quantas delas também não buscam o mesmo que você. Fez as contas? São muitos profissionais que existem no mercado, mas também são muitas as vagas. Vale refazer o currículo, se matricular em algum curso gratuito e até mesmo verificar a possibilidade de serviços pagos para colocação profissional, como a Catho, por exemplo. Não, este não é um post pago, mas eu mesma já utilizei o serviço deles e tive retorno lááááá no comecinho da minha vida profissional.

Vale a tentativa!

**********

Tem alguma sugestão para o próximo tema? Me manda uma mensagem lá na página do Hiper no FACEBOOK! Vou adorar!

 

Créditos da imagem: http://guitarherologia.blogspot.com.br/2012/12/a-problematica-do-primeiro-emprego.html

 

 

 

Continue Lendo

homem capacho.

Não suporto quando vejo uma mulher se aproveitar de um homem apaixonado. Acho injusto com as demais da espécie, acho um desperdício, uma ofensa, acho feio pra caramba. Sério. Vivemos reclamando que não existem mais homens decentes no mundo, que os pretendentes que surgem são rudes, desatentos, porcos, fanáticos por futebol (ou carros, ou luta…) e quando esbarramos em um cara bacana, que abre a porta do carro e paga a conta do jantar… Somos verdadeiras filhas da puta.

Um homem apaixonado faz coisas inimagináveis. Leva sua vó no médico, limpa seu armário. Te leva pra Mongólia se você quiser, vem a pé te buscar saindo da China, ou seja: vira um bocó. Tudo na vida tem uma medida e assim também é para o amor, para as horas de trabalho, para os relacionamentos. Todas essas demonstrações de afeto podem ser lindas, maravilhosas, fofas… Quando temos 15 anos de idade. Mas chega uma hora que temos que tirar o bolo do forno, minha gente, se não ele queima. Chega uma hora que cansa. E aí, pra não deixar um tipão raro desses escapar, pra não tomar uma bronca das amigas, da mãe ou de qualquer pessoa que acha que tudo isso, é ma-ra-vi-lho-so (porque não está diretamente inserida nesse relacionamento diabético), insistimos em ficar com o cara mesmo sem tesão. Deixamos o sujeito pagar até a parcela do nosso carro, da Marisa, fazemos do príncipe encantado um verdadeiro idiota.

Li uma vez que é dos homens a culpa das mulheres virarem vadias, no sentido mais pejorativo da palavra. Gostaria de culpar nós, mulheres, pela existência dos homens filhos da puta. Por que, na boa, tem coisa mais injusta do que fazer do sujeito gato e sapato? Eu, se fosse o cara, sairia pegando geral depois de descobrir as falcatruas de uma mulher amada em excesso, ultra mimada, e óbvio, entediada.

Às mulheres fica meu apelo: não estimulem que seus homens sejam escravos. Não tenha um sujeito para o emocional e outro para o carnal. Assim como grosseria em excesso, essa fofura toda enche a paciência, fica mala, é preciso saber dosar e não abusar, ok?

Sejamos honestas se quisermos o mesmo.

E aos homens, uma dica: saibam reconhecer quem merece. E não sejam guiados por um rostinho bonito. Vocês são bem menos inteligentes que imaginam e muito mais manipuláveis que pensam. Melhor equilibrar. Pra depois não culpar o destino pelo seu dedo podre.

Continue Lendo

pela boa educação.

Uma das coisas mais difíceis da vida adulta é ter boa educação. Ser obrigado a comprimentar pessoas das quais não gosta, a conviver com personalidades das quais não suporta e a aceitar tudo isso sorrindo; por uma imposição esquisita do destino.

Lamentável.

quem confunda educação com  falsidade e que acredite que melhor mesmo é soltar o verbo e dizer tudo (e mais um pouco), doa a que doer. Não é assim que a banda toca. A cordialidade impede confrontos, minimiza sofrimentos e faz com que sempre, em qualquer hipótese, tenhamos razão. Não importa como você agia aos 15 anos. Não importa como você lidava com seus conflitos pessoais durante o colegial. Crescer também exige amadurecimento emocional e nos obriga a tolerar para sobreviver. Nada de viajar junto, nada de chamar cobra criada de amor da minha vida, mas conviver é preciso. E se é para ser ruim, que, ao menos, seja leve.

Os adultos não podem mostrar a língua ou falar que o outro “é feio”, “bobo” e “chato. Não dá. Temos que “emprestar nossos brinquedos”, manter o sorriso no rosto e tolerar quantas bobagens forem necessárias porque sim. Porque às vezes quem nos incomoda é especial para outra pessoa, é parente, é amigo do seu melhor amigo ou garante o nosso salário no final do mês. Não adianta dizer que não, que a vida não é assim, não adianta se enganar. Se você ainda não teve que engolir um comentário que deveria ter sido feito ou foi obrigado a fingir estar a-do-ran-do algo por culpa da razão, você certamente é alguém mais livre, óbvio, mas muito menos tragável.

Não dá pra se desgastar por pouco e também não dá pra levar tudo, o tempo todo, à ferro e fogo. Somos incapazes de agradar a todos, mas altamente capazes de desagradar uma grande maioria se não tivermos filtros, se não soubermos que certas pessoas simplesmente não valem o nosso desprezo. Já repararam o quão cansativo é viver constantemente em pé de guerra com alguém? Melhor abstrair.

E deixar que o tempo resolva as complicações por si só. Afinal, ele é implacável.

Continue Lendo

sobre o talento.

Dizem que quando queremos alguma coisa de verdade encontramos o caminho para chegar onde desejamos. Que nada é impossível para aqueles que creem, estudam e correm atrás daquilo que desejam. Não sei se acredito plenamente nisso, até porque, nem sempre sabemos em exato aquilo que nos fará realmente felizes e acabamos insistindo em coisas que não são para ser. Conforme a vida anda e suas circunstâncias mudam, mudam também os sonhos, os planos e algumas coisas acabam não fazendo mais tanto sentido assim.

Precisamos entender, de uma vez por todas, que as coisas se arquitetam na vida do modo exato como devem ser. Nem sempre o que está escrito tem conexão com aquilo que desejamos. Penso que se houver mesmo essa coisa de destino o melhor está sempre guardado, mesmo que não entendamos quando uma coisa de ruim acontece ou quando nossos planos parecem nunca se concretizar. Sou contra quem acha que algumas metas são impossíveis, que não tem sorte na vida, que Deus só da asas para quem sabe voar e coisa e tal. Não dá pra direcionar a culpa para as circunstâncias, que, afinal, não se dão sem por que.

Mais uma vez, somos NÓS quem fazemos a vida caminhar, somos nós quem estudamos, nos preparamos, trabalhamos duro, mesmo que não saibamos ao certo como tudo vai culminar no final das contas – não dá pra querer mil coisas e não mover uma palha pra que elas se concretizem.

Se você prestar atenção, 90% das pessoas bem sucedidas não sabem dizer ao certo como chegaram lá ou, às vezes, nem se consideram assim tão incríveis. Os conselhos dados pelos grandes, geralmente, são tão genéricos quanto o uso de filtro solar: não desista no primeiro não, se esforce sempre que puder, saiba contornar os obstáculos, etc, etc, etc. A verdade é que a vida é só essa. Não somos autorizados a desistir, por mais que, no íntimo, façamos isso centenas de vezes. Não dá. Todo o dia é um novo dia, novas oportunidades, caminhos, devemos agradecer por isso.

O sucesso é um combinado de fatores aleatórios que não são determinados apenas pelo esforço, pelo talento, pela fé ou pela insistência; é questão de timming. Os sutis desvios que a vida dá  em seu curso  tem um por que, ainda que nos aborreça. Às vezes, estamos tão obcecados por um único objetivo que não enxergamos mais nada ao nosso redor, não notamos os sinais, não aproveitamos as brechas.

Temos aptidões. Temos dons. Precisamos estar atentos àquilo que somos bons em fazer, em desenvolver a nossa competência. Talvez sua vida hoje não esteja de acordo com o plano A. Talvez você tenha se perdido em meio aos problemas, esteja um pouco desacreditado sobre suas próprias capacidades, sem fé no futuro. Pare de se sabotar. Continue caminhando, estudando, tentando que uma hora as coisas acontecem. Mesmo que surpreendentemente diferente daquilo que você esperava, se resolvem pra melhor.

Continue Lendo

aquilo que a gente quer.

Acordei com uma vontade enorme de mudar de ares. Um novo emprego, um hobby para chamar de meu, tinta nos cabelos, sei lá. Qualquer coisa para sair da rotina. Pesquisei Cursos a Distância, viagens para locais paradisíacos, comidas exóticas e resolvi fazer uma daquelas listas extensas de coisas para fazer ao longo da vida (e prometi cumprir em menos de 3 anos cada um dos itens).

Percebi que com o tempo nos tornamos acomodados. Quantas coisas eu queria fazer lá pelos meus 13 anos e quantas delas consegui? Pouquíssimas. Os sonhos vão mudando com a gente e tornando-se tão realistas que não podem mais ser chamados de sonhos; tudo se torna desejo: comprar um celular, uma casa, um carro ou ter uma família. Só. Ninguém almeja mais aquela viagem de filme, o casamento da realeza ou a casa estilo mansão; basta conseguir pagar a parcela do acordo no banco no final do mês e sobrar um dinheirinho pra cerveja.  Basta acordar, basta ter um relacionamento médio, basta sobreviver.

Não sei quem foi que disse que a ambição é uma coisa totalmente ruim. Acho mais nociva a falta desse sentimento que a presença dele.

Quando paramos de almejar as grandes coisas nos limitamos – como se estivéssemos presos pelo pé e só pudéssemos caminhar dentro de um cercadinho. Se falta dinheiro, não gastamos. Se falta tempo, nos conformamos. Se falta amor, nos acostumamos. Como se as coisas fossem mesmo assim, imutáveis, como se não fôssemos diretamente responsáveis pelos sonhos que deixamos para trás em detrimento da vida real. Se não temos objetivos grandes, não tem sentido caminhar. Se optarmos por viver como uma mera sucessão de dias, estaremos sendo irracionais. Afinal, temos memória para armazenar boas histórias, temos alma pra sentir mais que qualquer outro ser vivente. Porque parar de sonhar se é tão bom alcançar um grande objetivo? Porque SÓ SONHAR quando somos inteiramente capazes de chegar onde quisermos?

A alegria, de fato, está nas coisas simples. Que não precisam ser fáceis.

Continue Lendo